Hiroshi Bogéa On line

Porque a conta do Disque Denúncia não bate

 

 

Antes de ir aos números, fique bem entendido: eu não sou contra o Disque Denúncia, jamais seria.

Se o fosse, estaria cometendo terrível incongruência diante de toda uma luta que tenho provado aqui neste blog a favor de uma sociedade mais justa, menos desigual -, e  contra qualquer tipo de violência.

Coerente com minhas posições, só tenho acumulado  processos nas costas por combater a parte podre da nossa malha social.

De tão favorável ao Disque Denúncia, adiei viagem para participar da  reunião realizada no quartel do 4º Batalhão de Polícia Militar destinada a discutir o futuro do serviço, naquele dia anunciado como se  estivesse numa UTI – de tão combalida a distância entre receita e seus custos.

Fiz todo um esforço para participar da reunião, disposto a mobilizar o blog em busca de alternativas que salvassem de morte o DD.

Em verdade, estou descobrindo agora, ao mergulhar na tal planilha de custos apresentadas a ACIM, que o serviço passa tão somente por um passivo disfarçado.

Então que não venham tentar postar comentários em sentido contrário.

Aos fatos.

 

Valores repassados ao Disque Denúncia

 

Um ano atrás, quando a Vale concordou em participar do chamado “movimento solidário”, comumente assim batizado o Disque Denúncia pelo seu ideólogo, Edson Calil de Almeida, a mineradora concordou em alocar investimentos na implantação do callcenter e na parceria pela sua manutenção, desde que o serviço buscasse outros meios de sobrevivência  até um ano depois de sua ativação.

Nesse período de doze meses, a Vale fez os seguintes aportes  no Disque Denúncia:

 

R$ 300 mil –  Investimento na implantação do callcenter.

R$  1, 2 milhão –  Valor repassado à manutenção.

 

Ou seja, em um ano, o DD do Edson Calil  recebeu, somente da Vale, R$ 1,5 milhão.

Números foram fornecidos por representante da Vale durante reunião com a diretoria da Associação Comercial e Industrial de Marabá.

Só que durante a reunião realizada no quartel do 4º. BPM, Calil afirmara receber da Vale, mensalmente R$ 59 mil.

Portanto, pelo seu fluxograma de caixa, em um ano, descontado o valor de R$ 300 mil para investimento, a mineradora repassou R$ 100 mil por mês. E não apenas R$ 59 mil.

Como a Sinobrás repassa mensalmente R$ 10 mil e a Leolar R$ 4 mil, a soma mensal de aporte ao callcenter da ONG foi de R$ 114 mil – isto sem contar o valor de R$ R$ 37.480 que o IBCC diz serem recursos próprios, repassados para completar os custos do serviço.

Somando toda a gororoba, temos ai um total de R$ 151.480,00 – bem acima dos custos apontados pelo Calil, da ordem de R$ 110.480,00.

Se assim for, está sobrando dinheiro.

A soma de R$ 110.480,00 foi apresentada,  repito, na reunião do quartel, convocada pelo prefeito diplomado João Salame, chamado ao meio da confusão pelo próprio Edson Calil, para que intermediasse a situação, descrita pelo dono da ONG como “preocupante” e a caminho de uma “insolvência”.

 

Prazo dado pela Vale

 

Antes, devo esclarecer, de novo,  que a Vale, ao topar financiar o serviço e participar de sua manutenção pelo período de um ano, foi bem clara ao recomentar ao IBCC a busca de novos parceiros, já que passados os doze meses, não poderia mais estar incluída nas parcerias estabelecidas.

Muito bem, no dia 8 de novembro de 2012 o convênio entre a Vale e o IBCC venceu, um ano após sua assinatura.

Nesse período, Calil não moveu uma palha para discutir, com antecedência,  o futuro do Disque Denúncia ou alinhavasse novas parcerias, apesar de apontar em sua planilha salário de R$ 8 mil mensal a uma consultoria de captação de recursos (depois trataremos disso).

O que se sabe em Marabá é que a ONG só veio tentar contornar “a crise” mantendo breves reuniões com alguns setores representativos, em cima do prazo de vencimento do convênio com a Vale.

No período de um ano, não se tem conhecimento de que Calil tenha tentado sensibilizar o governo do Estado a participar do projeto, ou pelo menos ele não espelha quais contatos foram mantidos, em Belém.

Limita-se a dizer, em sua nota de esclarecimentos enviada ao blog, que  “procurei o Estado do Pará e o Secretário de Segurança Pública tornou-se um companheiro a (sic) afirma as dificuldades do Estado”

 

Quanto pior, melhor

 

O sócio do IBCC considerou “oportuno” chamar a turma “pro limpo” em pleno dezembro de 2012, alguns dias da posse do novo prefeito.

O chamamento de João Salame, a essa altura do campeonato,  pode ter sido estratégico.

Afinal, nada melhor do que enfiar um pepino da envergadura social do Disque Denúncia  no….  olho de um prefeito, às vésperas de sua posse.

Cenário típico de quanto pior, melhor -, para se contrair dividendos.

Como não é de fugir de responsabilidade, mesmo aquelas que não sejam de sua jurisdição constitucional,  Salame puxou a bronca pra si, convocando empresários e o setor de segurança. Ele sabe que o Disque Denúncia é uma ferramenta útil de combate ao crime – em meio à instabilidade que se instalou no município, quer de ordem administrativa, quer no campo da insegurança pública, com os índices alarmantes de violência chegando aos píncaros, neste final de ano.

Estimulados pelo futuro prefeito a descortinar saída para o problema, os empresários passaram a manter  reuniões pautando o assunto, até que, finalmente, a tal planilha apareceu no meio das discussões com alguns itens merecedores do direito a dúvidas.

 

Esquesitices & Extravagâncias

 

Por exemplo: no chamado “Custo Mensal da Equipe Local”,  que a planilha expõe (essa equipe local, em outras palavras, refere-se a manutenção do callcenter que atende as chamadas telefônicas, em Marabá), há esquesitices bem mesmo estranhas.

O callcenter da ONG funciona em prédio que não lhe custa um centavo. Nem aluguel nem energia, mas com tudo isso, a despesa mensal chega a R$ 80 mil, mais precisamente R$ 79.020,95, com 28 funcionários.

Até aí tudo bem.

Só que o valor do salário mensal do Coordenador do telemarketing é de R$ 6.500,00, chegando a R$ 14.773.,  incluindo encargos.

Em Belém, três dos maiores callcenter do Norte pagam salário médio de R$ 1.500,00, a um coordenador -, para atendimento de setores que acumulam cerca de  30 PAs, pontos de atendimento. Ou 30 telefonistas.

O do Disque Denúncia tem apenas  quatro pontos de atendimento.

Com encargos, o coordenador de um callcenter do mercado soma cerca de R$ 3 mil, cobrindo trinta telefonistas, por setor.

O DD de Marabá é uma generosa mãe, comparando seu salário aos valores praticados no mercado.

No chamado  “Custo Mensal Demais Insumos”, o IBCC deita e rola em disposição de itens, no mínimo, estranhos.

Vamos lá, enumerando os mais “cavernosos”:

Destinação Valor /Mês Valor / Ano
Consultoria suporte para inteligência policial (?) R$ 4.000, R$  48.000,
Consultoria captação de recursos (?) R$ 8.000, R$  96.000,
Premiação Gol R$ 3.000, R$ 36.000,
Prêmio Tim Lopes R$    800, R$  9.600,

 

A soma dos valores acima é de R$ 15.800,00/mês.

Ao ano, esse valor bate em R$ 189.600,00

Como atua a chamada “consultoria suporte para Inteligência policial”? Ninguém sabe.

De concreto mesmo, apenas seu valor mensal de R$ 4 mil.

Nem os próprios policiais civis e militares tem conhecimento desse suporte.

Não sabem se é utilizado como software (e se o fosse, o valor é fora da realidade) ou destinado a oxigenar a preparação da área de inteligência da polícia.

Quanto a isto, diz representante da área de segurança local, nunca receberam qualquer tipo de informação a respeito.

Ao ano, a “consultoria de suporte para Inteligência Policial” abocanhou a bagatela de R$ 48 mil.

E a tal de “consultoria de captação de recursos”, como resume a denominação, deveria ser destinada a se articular para buscar grana para manter o serviço. Mas, se em um ano essa  “consultoria”, ao valor mensal de R$ 8 mil,  não conseguiu viabilizar o caixa da ONG,  a função não existe, ou se ela atua, deveria ser extinta – porque incompetente.

Em qualquer empresa, tal situação seria combatida no nascedouro, com distrato automático.

Anualmente, o exótico cargo embolsou R$ 96.000,00

Ou seja, praticamente o valor total de um mês do  DD.

Salário de executivo de empresa média.

O mais enigmático  está nos quesitos “Premiação Gol”    e   “Prêmio Tim Lopes”.

A que se destinam tais premiações?

Segundo  texto explicativo da ONG, a Premiação Gol  “oferece premiações aos policiais responsáveis por ações com êxito e sem vítimas que tenham sido operacionalizadas com a ajuda do Disque Denúncia”.

E o “Prêmio Tim Lopes (homenagem ao jornalista morto no Rio de Janeiro), segundo explicação  do IBCC, é para “premiar o talento do jornalismo investigativo de alto nível”.

O valor mensal  da Premiação Gol é, vejam bem!,  R$ 3 mil.

O Prêmio Tim Lopes oferece R$ 800,00,  por mês,  ao “jornalismo investigativo”.

A soma anual do Prêmio Gol é de R$ 36 mil, enquanto a do Prêmio Tim Lopes chega a R$ 9.600,00

Beleza! Nada mais justo!

Reconhecer, principalmente, os esforços dos policiais marabaenses que se sacrificam para desvendar as denúncias anônimas.

Só tem um detalhe, triste detalhe!

Apenas duas vezes,  equipes de policiais da cidade receberam tal premiação, em UM ANO DE FUNCIONAMENTO DO SERVIÇO.

Na primeira vez, a soma de R$ 1.200,00; e em uma segunda oportunidade, R$ 400,00. E  “toda essa grana” foi dividida entre seis policiais, integrantes da equipe de investigadores. Ou seja, R$ 133,00 por policial.

Somando: R$ 1.600, ao ano, desembolsada a favor da polícia.

A soma anual das duas premiações é de R$ 45.600,00

Não se tem conhecimento, pelo menos em Marabá, de que, a cada mês, algum jornalista tenha recebido o “Tim Lopes”. Afinal, já daria para algum coleguinha torrar 800 mangos na orla – ou lá no Cantão.

Hãn?!! Hãn?!!

 

Novas proposta apresentadas

 

No meio  a essa polêmica, a ACIM recebeu informação da Vale de que a direção do IBCC apresentou três novas propostas à mineradora, para continuar tocando o Disque Denúncia, em Marabá.

Numa proposta considerada “péssima”, pela direção da ONG, o serviço poderia sair ao preço mensal de R$ 54.000,00, atuando em apenas dois turnos, e contando com oito operadores de callcenter.

Na segunda proposta, denominada de “conservadora”, o valor se elevaria para R$ 74 mil/mês, pois assim já teria 12 operadores.

E, naquilo que o IBCC considera situação “Ótima”, o serviço custaria, mensalmente, R$ 84 mil, atendido por 12 operadores e um coordenador.

Só que de cada dos valores acima listados (R$ 54 mil/ R$ 74 mil / R$ 84 mil), 30% dos custos seriam destinados a Consultoria. Ou seja, a alguém do IBCC.

Dentro dessa configuração “renegociada”, o Disque denúncia, pegando-se o cenário “ótimo” de R$ 84 mil/mês, teria seu custo operacional em exatos R$ 58.800, descontados 30% de consultoria.

Exatamente o preço que os callcenter consultados pelo blog, em Belém, cotaram, numa configuração de  quatro pontos de atendimento e um coordenador, que atuaria mais como supervisor.

Resumindo: o callcenter do Disque Denúncia nada mais é do que um elo entre o público e a polícia. Serve apenas para atender as ligações telefônicas de pessoas anônimas, processá-las automaticamente através do software e encaminhá-las às autoridades envolvidas no processo, para início de investigação.

Nada mais.

Não tem a função de treinar polícia, nem de inventar a roda.

Ninguém que acabar com o Disque Denúncia, a sociedade exige apenas que a ONG responsável pelo serviço mostre transparência, apresente números reais, para que as entidades representativas possam atuar no sentido de alocar recursos à sua manutenção.

Mais olho no olho, e menos jogo de cena para impressionar incautos.

A comunidade, ao contrário do que afirma Edson Calil, nunca ficou “indiferente” aos seus problemas, porque é ela quem  sofre, no fim da ponta, as consequências da violência.

Nossa população sempre participa de movimentos que requer solidariedade, desde que garantida em ações de real interesse publico, onde o publico não seja confundido com o privado, e, em algumas situações exóticas,  até privadíssimas!

Post de 

6 Comentários

  1. wilson

    23 de dezembro de 2012 - 18:42 - 18:42
    Reply

    Caro Jaques.
    Causa estranhesa vocês não quererem discutir transparência. Ou será que vocês visam apenas LUCROS.
    Sempre que o Hiroshi Bogea exigir que algum orgão aplique dinheiro com[
    transparência, autorizo fazê-lo em meu nome OK.

  2. Jaques Zajdsznajder

    21 de dezembro de 2012 - 23:40 - 23:40
    Reply

    Estou acompanhando este debate, percebendo a importância de maiores esclarecimentos, na condição de responsável pelo seu planejamento e acompanhamento, pretendo acrescentar:

    A NECESSIDADE DO PROJETO
    A primeira e maior reflexão, e que transcende ao que se está debatendo, é o elevado nível de criminalidade que ameaça Marabá na terceira pior posição nacional. Isso representa grave ameaça aos seus cidadãos a cada dia.
    A defesa do cidadão é obrigação do Estado, que deveria investir mais e dar mais garantias aos homens de bem, mas os resultados deixam muito a desejar. Educação e Saúde, da mesma forma, não conseguem ter do Poder Público a resposta assegurada pela nossa Constituição. Estão aí os Hospitais e Clínicas Particulares, Planos de Saúde, profusão de ensino privado, em todos os níveis, suprindo as carências da falta do serviço público.

    MARABÁ PROCUROU O IBCC PARA TER O SEU DISQUE DENÚNCIA
    A sociedade de Marabá, não citando nomes para evitar injustas omissões, preocupada com a alarmante situação da sua (in) segurança foi buscar alternativas para mitigar a criminalidade crescente que o Estado tinha e tem dificuldade de enfrentar. Foi quando o IBCC, que tem o aplauso e sucesso em diversos pontos do nosso país, dirigindo o pioneiro Disque Denúncia do Rio de Janeiro desde 1995, foi chamado à cena marabaense.
    Nessa oportunidade, por muito provável pressão da Prefeitura (não posso provar) a ALPA aderiu ao Projeto Disque Denúncia Marabá, de forma altaneira e justificada, como contrapartida social às suas atividades na região, anunciando, no entanto, que os parceiros do projeto deveriam compor um novo quadro no seu financiamento.
    Nisso o IBCC retrucou, foi gerada uma instabilidade em meio ao processo pois o desenvolvimento das atividades em Marabá, principalmente o deslocamento de parte da sua expertise para o Município de Marabá e a constituição obrigatória de um pool que assegure o financiamento do projeto, não constavam do seu planejamento, representando um custo de oportunidade muito elevado e de difícil compensação.

    PRIMEIRO ANO: CONVÊNIO COM A ALPA – A CONTA BATEU: CONTAS APRESENTADAS, DOCUMENTADAS, AUDITADAS E APROVADAS
    Nestas condições um Convênio foi assinado, com base num Plano de Trabalho extenso e um orçamento básico aprovado pela ALPA. Os recursos foram utilizados, tendo tido as devidas prestações de contas apresentadas e aprovadas, anexados os documentos fiscais e obrigatoriamente vistoriadas pela Auditoria do VALE.

    O DEBATE SOBRE O ORÇAMENTO

    Quero crer que se perde tempo discutindo detalhes do orçamento; como em todas as economias, públicas ou privadas, verbas podem, e devem ser remanejadas pelos seus gestores em busca de maior eficiência. A eficiência do projeto não se discutiu, ao contrário, os seus resultados, estampados na imprensa, tem sido objeto de aplauso generalizado.
    Reconheço que pode ter faltado melhor divulgação e eficiência ao Premio Gol e ao Projeto Tim Lopes, mas isso não pode ter uma dimensão crítica de menosprezo. Precisamos corrigir e melhorar: juntos o IBCC, a Imprensa e os Organismos Policiais
    No mais não me parece correta a demonização de valores de Consultoria de Inteligência (que é a utilização da força de trabalho, permanentemente disponível para consulta, da retaguarda de pessoal especializado, com quase 20 anos de experiência), nem o equívoco de comparar um Coordenador de Call Center com um Coordenador de um complexo serviço de Disque Denúncia.

    O DEBATE PODE SERVIR AO DESCOMPROMISSO.

    Devemos temer que essa enxurrada de críticas acabe a serviço de quem não quer assumir compromissos com o custeio do Disque Denúncia, buscando desviantes elementos para glosar a conta e não ter que enfrentá-la. Uma conta que deveria ser socializada pelos empregadores beneficiários da diminuição da criminalidade em Marabá, beneficiando os seus negócios, familiares e empregados.

    DUAS RESSALVAS FINAIS
    1. O Calil, que conheço há duas décadas não é o dono nem o ideólogo do Disque Denúncia. O serviço de disque denúncia é uma ferramenta consagrada em dezenas de países tendo se originado no Novo México (USA). A instalação do Disque Denúncia em Marabá deve muito ao Calil. Foi dele o difícil trabalho de articulação política e institucional para a sua viabilização, envolvendo, desde pessoas e entidades locais, a ACIM, a Prefeitura, a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará e a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, tendo suportado também a responsabilidade institucional da coordenação da implantação do projeto.
    2. O Disque Denúncia, no Brasil, começou a operar em 1995, estruturado pelos empresários fluminenses que estavam sendo sequestrado para resgates com valores individuais que alcançavam a cifra de US$ 5 milhões.
    O seu projeto remonta à década de 70, já se reproduzindo hoje em dezenas de países. A sua base comum é a Cooperação Social – a Sociedade ajudando a polícia a melhor protegê-la.
    O seu grande segredo é a sua independência, é não depender de recursos públicos, não sendo dependente de resultados eleitorais para a sua continuidade. A sua associação com o Estado, como no caso do Pará, é de um Convênio não oneroso, que autoriza o trabalho e assegura o encaminhamento das denúncias aos organismos policiais.

    Atenciosamente

    Jaques Zajdsznajder / Coordenador do IBCC

  3. Jonatas Sousa

    21 de dezembro de 2012 - 13:42 - 13:42
    Reply

    Caro.Hiroshi.
    Creio eu que temos Muito o que Investigar…….
    Precisamos de Mais Transparência.

    • Hiroshi Bogéa

      21 de dezembro de 2012 - 13:54 - 13:54
      Reply

      Sim, falta transparência nesse barato aí, parceiro.

  4. Calil

    20 de dezembro de 2012 - 23:18 - 23:18
    Reply

    Vou iniciar meus comentários pelo fim, na expectativa de ve-los publicados na íntegra assim como os comentários de leitores que acompanham o blog.

    Sem dúvida, a população acompanha e é solidária aos movimentos de combate ao crime, basta ver a contabilidade dos resultados já publicados nos jornais em relação ao DISQUE DENÚNCIA da cidade de Marabá..

    A indiferença que considerei não é e nem nunca foi da população para quem trabalhamos e com quem estabelecemos diálogos nas mais de 8 mil horas de escuta.

    Não há nenhuma confusão de qualquer espécie entre os munfdos público e privado. Jamais recebemos um só centavo do mundo público. Não podemos. Perderíamos a independência e sofreríamos bruscas mudanças próprias do mundo público que na nossa democracia se altera com frequência de 4 em 4 anos. Vivemos sempre de doações do capital privado. Somos uma ONG ao contrário. Somos uma GNO – GOVERNO NÃO ONERADO

    Não sei o que dizer “mais olho no olho e menos jogo de cena”. É contundente o seu desconhecimento de quem sou eu.

    O Sr. se considera no direito de falar pela sociedade. Tem mandato ? Já os consultou ? A sociedade é muita gente. Os números foram enviados com toda a clareza e em detalhes e por email para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, para a Vale, para a ALPA caso o Sr também a deseje, peça-lhes uma cópia mas vou insistir que o que torna grande a discussão como boa prática, sāo os RESULTADOS, envie-me o seu email e o Sr. passará a ser um dos integrantes do nosso clipping diário. Importantes são as vidas preservadas muitas das quais nem ficam sabendo. O Sr. estava presente a reunião convocada pelo Prefeito, como registrou tudo, publique a apresentação do relatório do Delegado e do Comandante.
    O DISQUE DENÚNCIA não tem a função de “treinar” a a polícia, nunca teve, nem achamos que tenha ou devesse ter. Seu prncípio é ajudá-la, colaborar com as polícias, ser parceiro das forças de segurança, ser PARCEIRO DE MARABÁ.
    O Sr. resume e sintetiza muito panoramica e precariamente o Disque Denúncia, o que é natural.
    O projeto é também um monitor municipal que armazena a memória dos subterrâneos da cidade, é um estetoscópio do sub-solo, uma radiografia da cidade. Através dele é possível identificar manchas criminais e a sua dinâmica, sua permanente mudança. Por ser um tele marketing passivo podemos servir como órgão de pesquisa como foi o caso no Rio de Janeiro com tratamento dado prla FGV. Anônimas e incógnitas as pessoas dizem coisas que não diriam se identificadas.
    Não trabalhamos de graça, ninguém o faz. Eu não o faço. As tres propostas apresentadas foram uma adequação aos cortes sofridos deixou de considerar uma série de fatores o que é absolutamente natural, temos que nos adaptar, não é o absolutamente ideal, mas é o atalmente real.
    Eu deveria estar com muito mais frequência em Marabá, mas as passagens aéreas são caras e os hotéis caríssimos, além do preço dos restaurates e serviços de taxi. Agora consegui redução nas diárias de hotel e estou tentando redução em uma Cia. Aérea. Se conseguir melhorará muito.

    O CALL CENTER consultado foi uma boa idéia mas está longe do nosso funcionário que além de atendente é um exímio digitador, já que nada é gravado, e treinado para extrair do denunciante o que muitas vezes ele nem sabe que sabe. É muitas vezes diferente de um call center de vendas por exemplo.
    Não vou mais me alongar e fica o meu compromisso de a qualquer momento que desejar conversarmos por telefone aonde acho que posso contribuir ainda mais basta que me mande o seu email. O meu o Sr. Já tem.
    Queira-me bem
    Feliz Natal e um brinde ao novo ano
    Calil

  5. Abigail

    20 de dezembro de 2012 - 22:59 - 22:59
    Reply

    Ok, você tem razão!
    A conta não bate mesmo! Bom trabalho, senhor Hiroshi.
    Mas devemos considerar que o trabalho do DD de Marabá surtiu bons efeitos, não pode ser abandonado, mas reorganizado, enxugado, organizado.
    Diálogo é fundamental neste momento.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *