Hiroshi Bogéa On line

Os "marajás" paraenses

Patifarias dentro de tribunais de contas estaduais e municipais, isto não é nenhuma novidade.

Em muitos deles, há quadrilhas formadas a partir de “conceitos” da ortodoxia bandida ensinada por Marcinho VP, Macola e seguidores.

Em alguns tribunais,  “alunos” superam seus gurus.

Há procedimentos marginais que vão da safadeza geral (aprovação de contas de governadores,  prefeitos e vereadores, em troca de polpudas quantias, etc.)  ao usufruto da generosidade estatal decorrente de altíssimos salários  que a categoria se autocontempla através de decisões administrativas da própria corte.

No rastro dessas bandalheiras, o  Pará agora é exposto no epicentro dos escândalos com publicação de denúncia  de procuradores do Trabalho e promotores de Justiça  contra os desavergonhados salários dos conselheiros do TCE.

Escárnio:  R$ 42 mil reais, é o valor mensal, por cabeça, do assalto aos cofres público.

O mais grave, na matéria (aqui, na íntegra), é a reação da presidente do Tribunal de Contas do Estado,  Lourdes Lima, negando-se  fornecer  seus contracheques aos autores da ação, com o argumento de que  “os documentos contendo os valores recebidos pelos conselheiros estariam acobertados por sigilo”.

Barbaridade!

Não é do conhecimento público  que, além do salário mensal, a cambada desses tribunais soma proventos originários de gordas diárias.

Recentemente, no vizinho estado do Maranhão, descobriu–se que oTCE local pagava meio milhão de diárias, somente com seus ilustres sete conselheiros e auditores.

E não se trata de uma diariazinha qualquer. O ex-presidente do TCE, Edmar Cutrim, por exemplo, para fazer uma “visita técnica” de dois dias a um tribunal em outro Estado, recebeu a bagatela de R$ 11 mil reais em várias oportunidades.

As diárias por lá beiram seis  mil reais.

Os valores das diárias desses mimosos conselheiros do TCE paraense, não  estariam próximas dos seus coleguinhas maranhenses? 

Fatos dessa natureza é que fazem o corporativismo da classe se posicionar radicalmente contra a criação do Conselho Nacional dos Tribunais de Contas.

Os gabirus não querem saber de controle externo.

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Atualização às 15:15

Atendendo solicitação de comentarista do blog, segue a relação dos conselheiros integrantes do Tribunal de Contas do Estado do Pará, composta por cinco membros:

1- Maria de Lourdes Lima de Oliveira – Presidente do TCE
2- Cipriano Sabino de Oliveira Junior
3- Nelson Luiz Teixeira Chaves
4- Luis da Cunha Teixeira
5- Ivan Barbosa da Cunha – Corregor

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6 Comentários

  1. Hiroshi Bogéa

    26 de novembro de 2010 - 18:24 - 18:24
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    15:12, atendendo ao seu pedido, o post encontra-se atualizado com nomes e sobrenomes.

  2. Anonymous

    26 de novembro de 2010 - 18:12 - 18:12
    Reply

    Hiro, você bem poderia publicar nomes desses gabirus do TCE. Publicando-os, o Pará fica sabendo nome e sobrenome de nossos marajás. grato

  3. Anonymous

    26 de novembro de 2010 - 17:48 - 17:48
    Reply

    Tem ex-prefeito que tem suas contas rejeitadas pelo TCE e concorreu ao cargo de deputado. Confiar em quem?

  4. Anonymous

    26 de novembro de 2010 - 15:13 - 15:13
    Reply

    Pelo andar da carruagem, em orgãos governamentais em todas as esferas e instancias terá que ter no mínimo 1(hum)fiscal para cada funcionario. Havendo ainda, a possibilidade do funcionario corromper o fiscal. É o fim da picada. Já não se sabe em quem confiar. Em 26.11.10, Marabá-PA.

  5. Anonymous

    26 de novembro de 2010 - 14:13 - 14:13
    Reply

    Por serem cargos de natureza política ( Os Conselheiros são apontados por Governadores, e outros òrgãos ), é que acontece este tipo de barbaridades com o contribuinte. Minha sugestão é que haja Concurso Publico para o ingresso nos tribunais. Talvez assim haja mais ordem, transparência e honestidade na aprovação das contas. A Competência dos Conselheiros deve estar em primeiro lugar

  6. Na Ilharga

    26 de novembro de 2010 - 13:40 - 13:40
    Reply

    Controle externo e transparência na hora de discutir as dotações orçamentárias. Isto significa exposição sem subterfúgios das despesas desses tribunais. Não dá mais pra que esses paraísos perdidos, no meio de tanta apertura, continuem intocáveis.

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