Hiroshi Bogéa On line

Orquídeas, um show de diversidade e beleza!

As orquidáceas são de longe as plantas mais bem sucedidas, diversificadas e apreciadas em todo o mundo. Hoje existem mais de 30.000 espécies de orquídeas já catalogadas. Há semelhante número de espécies híbridas (a maioria produzida em laboratório) sendo que grande maioria destas são as que são comercializadas, movendo milhões de dólares no mercado mundial de flores.

As orquídeas são plantas muito especiais, há plantas minúsculas com 1cm, cuja flor tem apenas alguns milímetros e há as que chegam a 3m de altura! A maioria delas são epífitas (vivem sobre as árvores) mas há também orquídeas terrestres, rupícolas (vivem sobre as rochas) e embora raras, há também espécies aquáticas; em nossa região já identificamos duas destas espécies (Habenaria longicaudis e Habenaria repens). As orquídeas vivem em quase todos os ecossistemas (mesmo no Himalaia, a mais de 5.000m de altitude e com muita neve) apenas nos desertos não há orquídeas

Há muitas lendas sobre orquídeas fundamentadas principalmente devido ao exotismo, tamanho e cores intensas de suas flores e ao aspecto epífito da planta, sendo que algumas ficam pendentes, balançando ao vento, quase aéreas!

Desde de 1992 a Fundação Casa da Cultura de Marabá através do setor de Botânica do Museu Municipal de Marabá juntamente com a Sociedade de Orquidófilos de Marabá, vêm levantando as espécies de orquidaceae, principalmente no Estado do Pará. Foram publicados vários trabalhos com estes estudos (Serra das Andorinhas: ATZINGEN & CARDOSO, 1996); Serra dos Carajás: SILVEIRA et al,  1995; e ATZINGEN, 1999; Paleocanal do Tocantins: ATZINGEN & RODRIGUES, 1999; Serra do Cachimbo: ATZINGEN, 2003; Rio Flexeiras: ROLDÃO & RODRIGUES, 2003; Moju: ATZINGEN & ROLDÃO, 2003); Amazonas, ATZINGEN & MALAQUIAS, 2009; Pará, ATZINGEN, CUNHA JR. & MALAQUIAS, 2004.

Os levantamentos feitos até o momento indicam que 148 espécies de orquídeas ocorrem na região de Carajás e Serra Pelada. No Paleocanal do Tocantins são 96 espécies; na Serra das Andorinhas chegam a 85 espécies; na Serra do Cachimbo são 139 espécies; na região do Mojú ocorrem 71 espécies e no Rio Flexeiras são 71 espécies.

Na região estudada, que abrange desde o Lago de Tucuruí à Carajás, chegando à Serra do Cachimbo e Serra das Andorinhas, os estudos apontam cerca de 360 espécies. Estes estudos também foram fundamentais para que cerca de 10 novas espécies fossem descobertas! Duas delas: Epidendrum mojuensis e Epidendrum pseudociliare estão sendo publicadas no 5º Boletim Técnico da Fundação Casa da Cultura de Marabá que será lançado em abril.

Exposição- Para quem gosta de plantas e aprecia um programa diferente, aconselhamos visitar a 9ª Exposição de Orquídeas de Marabá que acontecerá nos dias 1, 2 e 3 de abril na Fundação Casa da Cultura de Marabá, onde além de orquídeas disponíveis para compra, haverá uma grande e bela exposição com orquídeas regionais, organizada pelos orquidófilos locais. Haverá também palestras sobre orquídeas regionais, bem como curso de cultivo de orquídeas, apresentações culturais, enfim, um bom programa para o final de semana.

Fonte: Fundação Casa da Cultura de Marabá

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3 Comentários

  1. Fátima

    7 de julho de 2013 - 22:18 - 22:18
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    Eu tenho desa orquídea da capa da revista, porém não sei o seu nome. Teria como enviar para mim em meu e-mail? Ficaria muito grata.
    Fátima.

  2. Sandra Ciriaco

    26 de março de 2011 - 23:28 - 23:28
    Reply

    O trabalho que a casa da cultura desenvove na cidade em nome do Sr. Noé tem relevante interesse não só pra cidade e região, mas sim pra todo país, infelizmente apesar de toda biodiversidade que temos na Amazônia, o incentivo a pesquisa é lástimavel, e trabalhos como os que realizam a casa da cultura devem sempre ser repassados a sociedade!!

    • Hiroshi Bogéa

      26 de março de 2011 - 23:36 - 23:36
      Reply

      E toda pesquisa da Casa da Cultura é repassada, sim, à sociedade, Sandra. A entidade publica no seu Boletim Técnico os trabalhos científicos desenvolvidos. Qualquer interessado pode procurar a CCM, solicitando o boletim. Como todo trabalho científico não tem o apelo editorial de venda, infelizmente a imprensa nao se interessa em publicar o que os dedicados servidores da Fundação realizam. O blog Hiroshi Bogéa On Line, a partir dos artigos de Noé (lado direito da página principal) passou a publicar as pesquisas. Abraços.

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