Hiroshi Bogéa On line

O dia seguinte

 

 

Em duas ocasiões (Aqui e   Aqui), o blog tem alertado para o crescente clima de total beligerância que se estende por todo o Sul e Sudeste do Estado no embalo da campanha pela criação do Estado de Carajás. Depois do plesbiscito, as relações no Pará, entre regiões, não serão as mesmas.

A secessão paraense já é uma realidade, sem retorno.

As redes sociais amanheceram o sábado, 13, repercutindo, negativamemte, o programa Jornal da Dez, da Globo News, levado ao ar na noite de sexta-feira.

Nos  grupos do Facebook pró Carajás e Tapajós,  “tendencioso” e “cheio de preconceitos”, são as expressões mais usadas para definir a mesa de debates promovida pelo canal por assinatura.

Sobrou para a TV Liberal: na visão de um feicista, Eduardo Sobreira, a emissora do grupo ORM é quem mais sofrerá danos financeiros,  caso o Estado de Carajá seja aprovado em todas as instância que ainda restam pela frente.

Vamos ler o que diz o perfil:

 

Precisamos apurar nosso discurso contra a iniciativa da Tv Liberal. É talvez nosso maior obstáculo nesta empreitada. Muito poder de persuação atravéz da audiência da Globo, o Grupo Maiorana, detentor dos direitos de transmissão dos sinais d…a gigante Globo, perderá muito com a divisão. Por isso não quer. Para vcs entenderem como se perde, a partir da criação do novo estado, será tbem dividida esta consessão. Nova empresa aparecerá como permissionária do sinal Globo no novo estado e dificilmente o mesmo grupo domina em 2 estados. Com o novo mercado o preço da propaganda da Tv Liberal cairá (este valor é calculado de acordo com a audiência em numero de lares ou consumidores(IBOPE)) que se chama custo/mil. Como hoje o Carajás só serve para a TV Liberal para agregar valor aos seus preços, e nunca comparece na comunidade de lá com a contrapartida da empresa no desenvolvimento da sociedade regional. Estes empresários (Maiorana) só conseguem enchergar com visão e mente coronelista e usurpadora. No Oeste, Tapajós eles não se importam…tbem a consessão da Globo lá não é deles, portanto lá eles não perderão nada. Para que gastar no Não. VAMOS A LUTA COMPANHEIROS. As pesquisas não captaram ainda o início de mudança de comportamento e pensamento apartir de informações sobre o tema que tem agora mais espaço nos bares, nas empresas, consultórios, repartições públicas, nas rodas de amigos, nas praças enfim no dia a dia das pessoas de Belém. O SIM vai prevalecer. O povo é sábio. Vai entender que é muito melhor para cada um de nós…

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16 Comentários

  1. Alberto Lima

    17 de agosto de 2011 - 21:27 - 21:27
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    Luis Sergio Anders Cavalcante

    agosto 14th, 2011 at 20:26
    O preconceito, até com uma boa pitada de ojeriza, sempre existiu por parte, principalmente da elite belenense, contra os do Sul/Sudeste (nossa região). Quando se terminava o segundo grau ,e para continuar os estudos (Vestibular e Faculdade) se tinha que morar em Belém, com certa frequência éramos tidos como gente mau. Quem estudou e fez faculdade na capital sabe do que estou falando. Em 14.08.11, Marabá-PA.

    Resposta:

    Quando fiz Universidade, na minha turma tinha gente de Marabá, Macapá, Manaus, São Paulo, Castanhal, Oriximiná e até de Boa Vista.

    Todos amigos, sem discriminação alguma, sem preconceito algum!

    Será que o problema não era tu mesmo?? …rsrsr!

  2. Alberto Lima

    17 de agosto de 2011 - 21:23 - 21:23
    Reply

    João Marabá

    agosto 14th, 2011 at 12:23
    Nilson você é fera, irmão. Disse tudo…E…Olha, é guerra, mesmo. Essa divisão já existe, até pra eles. Só que querem continuar “mamando” nas nossa regiões…

    Resposta:

    hehehehe!!..E quem disse que a região é dos senhores??
    Que eu saiba é estado do Pará …!…rsrsr!

  3. Kpnup

    16 de agosto de 2011 - 11:40 - 11:40
    Reply

    Qual argumento separatista tem legitimidade, solides e realismo? eu respondo: Nem hum. A questão é pura e simplesmente POLÍTICA , buscando a atender interesses pessoais. Então dos os meus familiares votarão não a divisão. Parabéns Karla Maués e ao Hiroshi pelo espaço democrático.

  4. Anônimo

    15 de agosto de 2011 - 17:05 - 17:05
    Reply

    Fosse eu paulistano, mesmo com formação de segundo grau, amplo mercado de trabalho, concursos públicos a toda hora, com infraestrutura de dar inveja a qualquer estado da federação brasileira, JAMAIS iria em busca do eldorado prometido em Marabá ou região. Essa história precisa ser melhor esclarecida.

  5. Anônimo

    15 de agosto de 2011 - 00:23 - 0:23
    Reply

    Sou marabaense,formei-me em Belém na UFPA,sempre fui e sou muito respeitado.Falo com sotaque de Marabá ( do qual aliás o Lucio Flávio Pinto diz ser admirador),até hoje, e nunca fui discriminado.Impus-me pela dedicação aos estudos,Vejo promotores,juizes,desembargadores e muitos médicos,todos marabaenses estabelecidos em Belém e orgulharem-se publicamente de sua terra.Será que a verdadeira causa do preconceito é geografica ou na verdade é social?Em qualquer lugar.Inclusive na periferia da capital.Quanto aos líderes,o Brasil todo carece.Estes escãndalos nos ministérios,na ALEPA,nas prefeituras,mostram que a sociedade precisa refletir.Temos excelentes cidadãos que temem entrar nesta política que aí se apresenta.Acho terrivel o clima que se forma e que realmente parece ser de uma guerra civil.PAZ GENTE.

  6. Luis Sergio Anders Cavalcante

    14 de agosto de 2011 - 20:26 - 20:26
    Reply

    O preconceito, até com uma boa pitada de ojeriza, sempre existiu por parte, principalmente da elite belenense, contra os do Sul/Sudeste (nossa região). Quando se terminava o segundo grau ,e para continuar os estudos (Vestibular e Faculdade) se tinha que morar em Belém, com certa frequência éramos tidos como gente mau. Quem estudou e fez faculdade na capital sabe do que estou falando. Em 14.08.11, Marabá-PA.

  7. Pra Karla Maués

    14 de agosto de 2011 - 19:42 - 19:42
    Reply

    Primeiro Maués apareceu no blog mandando ver contra os ‘ESTRANGEIROS”, que segundo ela, querem apenas se dar bem com a criação do Tapajós e Carajás. Maués, descende de quem mesmo? Dalgum migrante, por suposto.
    Agora, faz tábula rasa dos políticos, como se todos fossem aquilo que, equivocadamente, vem constituir seus argumentos.
    Temos, sim, em nossa região um número significativo de pessoas que podem, com caráter e honestidade, figurar como político, num futuro próximo. Com ou sem Carajás ou Tapajós.
    Como temos para ser professores, médicos, engenheiros e também políticos.
    Abraços,
    Agenor Garcia
    Jornalista
    Gestor Ambiental
    Paulistano
    e Sim para o Tapajós e Carajás.
    Vai ser bom para todos.

  8. Nilson Vieira

    14 de agosto de 2011 - 17:47 - 17:47
    Reply

    Prezada Karla Maués,

    Espero, sinceramente, que os dois anos de academia que ainda lhe faltam (ou sobram), sejam bem aproveitados e sirvam para mostrar que a vida é feita de eternos recomeços. Em política, especialmente, não temos como escapar do método de tentativa e erro. Temos que votar, sempre, buscando escolher aquele político que nos parece, naquele momento, o melhor. Sei que isso é muito difícil, principalmente se considerarmos as “qualidades” dos polírticos que se apresentam para nossa escolha, mas não podemos abrir mão desse direito.
    Não dá prá aceitar, por outro lado, que esse seja o único argumento que os anti-separatistas apresentem para desqualificar nossa justa aspiração de tomar em nossas mãos as rédeas de nosso próprio destino. Com que moral, quem elegeu e reelegeu, por exemplo, como prefeito de Belém, uma figura patética como Duciomar Costa pode vir dizer que não temos direito ou não saberemos eleger aqueles que poderão vir a nos governar ???
    Quanto ao amor pelo Pará e pelos irmãos de todas as regiões que o formam, espero que permaneça, mesmo depois de 11 de dezembro. Para isso basta que nos respeitemos, sempre, e procuremos entender e aceitar as razões e os motivos que nos levam a defender uma ou outra posição.

    Abraços Tapajônicos

    Nilson Vieira

    Estado do Tapajós, 77, SIM !!!! Estadodo Carajás, 77, SIM !!!!

  9. Anonimo

    14 de agosto de 2011 - 14:22 - 14:22
    Reply

    Vai ser dificil… A burguesia paraense (Capital) não vai se entregar Não.O poder é pra quem Pode!!

  10. Karla Muaés

    14 de agosto de 2011 - 13:45 - 13:45
    Reply

    Ainda faltam dois anos pra eu me formar, carissimos, e com toda certeza NÃO farei meu mestrado aqui em Santarem. Mas vou voltar e fazer o melhor pro meu Estado do Pará! Mas uma coisa é certa: meu pai me ensinou a não dizer NUNCA , muito menos a brigar com vizinho, porque tu nao sabes o dia de amanhã!
    Tenho parentes que ja foram cuidar da saúde em Belém e foram tratados com muita dignidade. Depois da divisão, como será? Vale a pena pagar com a vida por um mimo político?
    A criação do Estado do Tapajós nos colocará nas maõs de quem? Qual o currículo dos políticos que cuidarão do nosso futuro? Quem governará o Carajás? Pensa bem nisso! A saúde, educação infraestrutura não podem esperar 8,10 anos, até que finalmente aprendamos a votar. Pagaremos um alto preço, disso não duvido.
    Quanto á TV Liberal, ora carissimos, tivessem eles falado bem da divisão, todos aqui estariam beijando os pes dos Maiorana. Esta é o tipo da preocupação hummm diria eu …”mediocre” diante das muitas peocupações reais que teremos depois de dezembro. Vou dizer NÃO! aos politcos que NÃO trazem projetos pra cá e que embolsam os impostos que deveriam tornar nossa vida melhor.
    Não Carajás, NAÕ TAPAJÓS!
    Todo amor pro Sr. meu paizão querido!

  11. Karla Muaés

    14 de agosto de 2011 - 13:22 - 13:22
    Reply

    Ainda faltam dois anos pra eu me formar carissimos e com toda certeza nao farei meu mestrado aqui em Santarem. Manaus? Belem? Sao Paulo? ou quem sabe Argentina. Ate la tenho muito tempo pra escolher. Mas uma coisa é certa: meu pai me ensinou a não dizer NUnca , muito menos a brigar com vizinho, porque tu nao sabes o dia de amanhã!
    Tenho parentes que ja foram cuidar da saúde em Belem e foram tratados com muita dignidade. Depois da divisão como será? Vale a pena pagar com a vida por um mimo politico?
    A criação do Estado do Tapajós nos colocará nas maõs de quem? Qual o curriculo dos politicos que cuidarão do nosso futuro? Quem governará o Carajás? A saude e educação nao podem esperar 08, 10 anos ate que finalmente aprendamos a votar. Pagaremos um alto preço disso nao duvido.
    Quanto á TV Liberal, ora carissimos , se eles tivessem falado bem da divisão todos aqui estariam beijando os pes dos Maiorana. Esta é o tipo de preocupação

  12. João Marabá

    14 de agosto de 2011 - 12:23 - 12:23
    Reply

    Nilson você é fera, irmão. Disse tudo…E…Olha, é guerra, mesmo. Essa divisão já existe, até pra eles. Só que querem continuar “mamando” nas nossa regiões…

  13. Anônimo

    14 de agosto de 2011 - 00:09 - 0:09
    Reply

    Que maluqueira é esta?Se este tipo de pensamento prevalece o mundo,e não só este nosso mundinho,está lascado.Não consigo pensar que estamos indo para uma guerra civil.Não,pelo amor de Deus.

    • Hiroshi Bogéa

      14 de agosto de 2011 - 08:21 - 8:21
      Reply

      Anônimo 0:09, o post refere-se às relações institucionais e políticas. O plebiscito, sua campanha truculenta, antes de começar, criará um fosso entre o Pará do Norte e os Pará restantes. Os laços (frágeis) que ainda unem os quatro pontos cardeais paraenses serão rompidos de vez. A não ser que surja uma liderança política consagradamente agregadora capaz de restabelecer a harmonia, possibilidade cada vez mais remota. É isso.

  14. Pablo

    13 de agosto de 2011 - 21:21 - 21:21
    Reply

    Se eles tiverem dinheiro, como sabemos que tem, mandam até se o Pará for dividido em 20! Vide o exemplo da TV ANHANGUERA, que cobria todo Goiás e hoje tem a concessão nos dois estados Goiás e Tocantins. Quanta besteira…

  15. Nilson Vieira

    13 de agosto de 2011 - 16:52 - 16:52
    Reply

    Caro, HB

    Realmente o estado(sic) do Pará que as Organizações Romulo Maiorana pretendem manter “Grande” não mais existe, já está irremediavelmente separado. O programa exibido na Globo News, ontem, foi uma prova inconteste de que o Pará que eles conhecem tem fronteiras muitíssimo restritas e pouco distantes do umbigo deles, fazendo fronteira ao norte com o Shopping Castanheira, ao Sul, com o Pátio Belém, a Leste com o Mangal das Garças e a Oeste com a Estação das Docas.
    Aliás foi de lá, da Estação das Docas, que eles cantaram e decantaram esse Pará “miúdo”, que só serve a eles, desfiando um sem número de argumentos direcionados a mostrar ao Brasil que a nossa almejada emancipação só atende ao interesse de políticos desclassificados (como se aqueles que eles sempre enfiaram goela abaixo do povo paraense fossem melhores) ou a aproveitadores, pessoas vindas de outras plagas para usurpar as riquezas que eles acreditam ser deles por direito divino.
    A cultura pretensamente apresentada como paraense, que serviu como pano de fundo para o desfile de opiniões francamente tendenciosas a manter o atual status quo de um estado (com minúscula, mesmo), que só serve aos interesses de uma elite burra, encastelada na Região Metropolitana de Belém, para quem, o que ultrapassa as fronteiras acima citadas é conhecido genericamente como “interiores” – assim mesmo, no plural- essa cultura tem muito pouco a ver com as demais regiões que formam esse imenso estado de miséria e abandono. Nós do Oeste do Pará, por exemplo, abominamos essa “coisa” horrível chamada tecnobrega e suas outras vertentes como “melody” e outras baboseiras tão caras aos habitantes da RMB.
    Precisamos estar atentos e fortes para contestar esse tipo de campanha que só atende aos interesses de uns poucos, em detrimento dos interesses maiores de uma população que vem sendo espoliada ao longo dos séculos. Independente do resultado do plebiscito de 11 de dezembro, que haverá de marcar nossa independência, não podemos esquecer nunca desses que pretendem nos manter aprisionados a seus interesses pessoais.

    Saudações Tapajônicas,

    Nilson Vieira

    Estado do Tapajós, SIM !!!! Estado do Carajás, SIM !!!!

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