Hiroshi Bogéa On line

Nomeações de Helder e as polêmicas das escolhas não-paraenses

Helder Barbalho, governador eleito, adota o uso das redes sociais para anunciar seus auxiliares.

Pelo visto, também em outros Estados,  o uso de redes sociais pelos governadores eleitos, para divulgação de secretários, virou lugar comum.

Foi-se o tempo dos anúncios dos secretários em longas entrevistas presenciais.

Além de usar bem as redes sociais, Helder Barbalho tem demonstrado, até agora, um caminho distinto ao que previam analistas políticos e até mesmo correligionários do emedebista.

A máxima de que Helder “iria lotear seu governo”, parece não estar valendo.

O governador eleito até agora tem desalentado expectativas de quem esperava “compensações” por ter apoiado o jovem emedebista.

Pode até ser que, num segundo momento, as “dívidas” sejam quitadas, mas os cargos de forte poder político estão     sendo destinados a técnicos.

E técnicos pinçados de outros Estados, o que tem causado polêmicas.

Alguns aliados de Helder e, principalmente, opositores, têm criticado as escolhas usando  a justificativa de que “os paraenses estão ficando fora”.

Ora, ora, as escolhas de assessores do futuro governador, paraenses ou não,  repercutirão diretamente no desempenho de seu governo.

Só de haver a constatação de que o moço não quer apostar muito na reserva bairrista de mercado, é um bom caminho.

É bem intencionada, a decisão.

Se Helder errar, o pau lhe acha.

Se acertar, aí são outros quinhentos.

Pelo menos para a Secretaria de Transportes, a escolha do atual ministro da Integração Nacional, Antonio de Pádua, nascido no estado do Piauí,  o nome é qualificado.

Pádua já deu provas de competência em Marabá, quando foi secretário de Obras, e está levando o ministério com certa desenvoltura.

Pádua alia conhecimento técnico e jogo político para trafegar por diversos setores sem causar atritos.

Há informes de que, recentemente, Helder teria rejeitado  a indicação, por familiares políticos, de pessoas que já integraram gestões do antigo PMDB paraense.

O fato teria causado certos desentendimentos no seio da família.

Helder teria segurado a onda, rejeitando as sugestões de forma definitiva.

Verdade ou não, fato é que até agora os nomes anunciados pelo futuro governante são totalmente diferentes daquilo que se imaginava.

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1 Comentário

  1. Marcus

    14 de dezembro de 2018 - 17:23 - 17:23
    Reply

    O Pará é historicamente um estado de migrantes, desde a época da borracha, das aberturas das rodovias, dos grandes projeto, etc. Muito do crescimento desse estado se deve ao suor de migrantes que escolheram viver aqui. Pensamento bairrista, mesquinho e tacanho desses políticos sanguessugas
    E se o cara for bom? E se for ruim? Que diferença faz o local em que nasceu?
    É cada uma viu…

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