Hiroshi Bogéa On line

Mudanças silenciosas começam a aparecer (1)

Retomo à pauta atiçada  aqui, segunda-feira (17), sobre a Gestão  João Salame.

Há transformações ocorrendo no município.

Não basta apenas citar números, exaltar  quantitativos.

A  importância maior observada é que a vida das pessoas  está mudando para melhor.

Quem reside nos bairros distantes do centro da cidade ou na zona rural, está compreendendo isso.

Porque são elas, quem recebem os impactos iniciais de benefícios chegados à porta.

O depoimento emocionado  de Deusamar de Souza Lopes (foto), por ocasião da inauguração da Escola Clara Nunes,  na Vila Zé do Ônibus, a 120 Km da cidade, sintetiza o novo paradigma:

 

            – A gente não tinha mais esperança. Entrava prefeito, saía prefeito e a vida nunca mudava aqui. Agora, não. Temos motivos para nos orgulhar de ficar aqui, educando nossos filhos, porque já temos estrada boa e uma escola que dá prazer, uma escola que agora fará nossos filhos aprenderem com gosto.  Era vergonhoso assistir todo dia nossos filhos entrando naquele “muquiço” que chamavam de escola (foto abaixo). Os meninos e as meninas agora ficam em sala que tem até ar condicionado. O pobre está sendo agora olhado com carinho e respeitado, que é o que a gente mais quer: respeito.

Deusamar de Souza Lopes

Deusamar solicitou o microfone usado na solenidade de inauguração da escola que homenageia a saudosa cantora mineira, se apresentou como mãe, pedindo a palavra.

Falou pouco, mas o suficiente para expressar o sentimento de apreço a chegada do respeito e da atenção que a comunidade emocionar a todos.

Ela refletia, lá nos cafundós do “Zé do Ônibus” um sentimento de mudança.

“O pobre está sendo agora olhado com carinho e respeitado, que é o que a gente mais quer: respeito”, a frase em emotividade explícita saudando novos tempos.

Para quem não lembra:  essa  antiga escola-tapera (foto) foi pauta do  “Jornal Nacional”, em 2013, num dos fatos mais vergonhosos explorados pela imprensa nacional.

Clara Nunes Tapera

A  “Clara Nunes” verdadeira (foto) agora vai receber até Internet, em suas salas climatizadas.

“Escolas”  iguais a ao “muquiço” sepultada na Vila Zé do Ônibus estão acabando.

Clara-Nunes-3

 

ENTRE BOIS

Também crianças não estudam mais em curral – como ocorria no bairro Nossa Senhora Aparecida, onde por muitos anos um local construído para guardar bois passou a ser usado como “set”  de ensino público.

Curral

A “Escola Curral” (acima), como era chamada, deu lugar a um moderno centro de aprendizado denominado Escola Maria Lucia Bichara (abaixo).

O poster conheceu a “Escola Curral” bem antes dela ser desativada, esteve lá acompanhando um turno de aula numa tarde ensolarada.

Foi um dia triste dentro do coração deste blogueiro, constatar que a criançada estudava num ambiente bovino, apertada entre bretes do antigo curral.

A história foi contada aqui no blog.

LLucia Bichara

 

Novos paradigmas exigem não a reinvenção da roda, mas fazê-la girar a favor da cidadania.

Atender o cidadão, é a razão de ser da gestão pública.

Quando o olhar de uma secretaria de Educação volta-se para investir na tentativa de climatizar todas as salas de aula do Município, aí também está acontecendo a mudança.

É um conceito.

Pode até não ocorrer a consumação de todas as salas das escolas existentes climatizadas, medindo-se as dificuldades financeira agora enfrentadas pelas prefeituras, mas a busca pela  consecução do projeto endossa o conceito.

Ao todo, Marabá está chegando a celebrar suas 350 salas de aula climatizadas.

Em março passado, o blog publicou a relação de 300 salas climatizadas pelo atual governo.

De lá pra cá, muitas escolas foram inauguradas, todas em ambientes refrigerados.

 

Creches

Em todo o país,  há carência de construção de creches.

O tema já foi pauta do programa “Fantástico”, dia desses.

Os prefeitos, em sua maioria, viram as costas quando são provocados a investirem em Núcleos de Educação Infantil.

Danem-se as mães de crianças que trabalham e não têm aonde deixar seus filhos.

Recordo bem quando, numa das primeiras reuniões de governo, em 2013, alguém da secretaria de Educação disse que não havia como atender ao grande número de matrículas ao Ensino Fundamental, porque o número de salas de aula disponíveis estava aquém da demanda.

Salame reagiu na hora, dizendo que não queria nenhuma criança fora da escola.

 

Deem o jeito de vocês, aluguem prédios, façam o que for possível, só não quero crianças fora da escola por impossibilidade de matriculá-las.

 

E assim foi feito.

Nenhuma criança deixou de ser matriculada.

Quando passaram informação a ele de que Marabá possuía apenas três creches funcionando em prédios próprios da Prefeitura, Salame determinou ao então secretário Luiz Bressan que se mudasse pra Brasília em busca de recursos para construir o maior número possível dos Núcleos de Educação Infantil.

Hoje, o município tem 22 creches em construção, todas de alto nível, cada uma com capacidade para 240 alunos

E quando todas elas estiverem em pleno funcionamento, nada mais, nada menos do que cinco mil  crianças estarão protegidas em creches construídas próximas às suas casas.

Isso também é um conceito de mudança.

Escolas onde existem quadras esportivas expostas ao sol e à chuva,  sofrem intervenções.

Ao todo, já são dez delas recebendo obras de cobertura.

Como sempre fizeram demais prefeitos, o atual mandatário do Município bem poderia fechar os olhos para essa questão, deixando os espaços esportivos como já estavam.

A mudança também chegou nesse quesito.

A ordem é batalhar por recursos para fazer coberturas onde as quadras não possuem, e construir quadras  cobertas nas escolas novas.

Assim está sendo feito, como mostra a foto abaixo.

Quadras Cobertas

Pelos  próximos cinco dias, continuaremos refletindo aqui no blog, sobre os paradigmas da Gestão Salame.

Eles não estão apenas na área educacional.

Amanhã, mostrarei o que está mudando na zona rural com a construção definitiva de pontes de concreto, volume extraordinário de bueiros espalhados em dezenas de estradas vicinais recuperadas.

Programa de mecanização das áreas degradadas nos Projetos de Assentamento e construção de tanques para criação de peixes.

O campo também experimenta mudanças, para a melhoria de vidas de pessoas pobres e que sempre estiveram abandonadas em seus longínquos pedaços de terra.

Na sexta-feira,  refletirei sobre o que tem sido feito na área de Saúde, com as novas Unidades Básicas recuperadas, ampliadas e equipadas.

Unidades mais bem estruturadas do que parte das clínicas particulares de Marabá.

Temos muito ainda o que conversar, havendo sempre a publicação de fotos como fonte de comprovação.

 

Post de 

1 Comentário

  1. italo ipojucan

    26 de agosto de 2015 - 22:02 - 22:02
    Reply

    Caro amigo,

    Nesse caso o silêncio representa muito. O fazer de fora pra dentro. O ataque às fragilidades de um município desse porte, necessariamente devem acontecer privilegiando os bairros mais necessitados, a dita periferia. É uma ação que em definitivo busca diminuir desigualdades. Talvez por isso não estejam ao alcance do olhar mais atento de núcleos já assistidos. Muitos não tem conhecimento das obras. Como um deles resolvi andar e conhecer – me alegrei em ver como bem colocou, transformações acontecendo.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *