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Juiz responde ao blog

Juiz de Direito de Marabá, César Dias de França Lins, envia esclarecimentos a respeito do post   Ana, Albanira e César:

Sobre este assunto não respondi a nenhum jornal, pois não quero polemizar sobre a justificativa do Sr. Secretário. Agora, por ser seu leitor e respeitá-lo como jornalista sério, vou esclarecer o fato! Primeiro, que a Desa. Albanira nunca ligou para mim, pelo simples fato que decisão judicial é imune à intervenção administrativa, devendo os insatisfeitos recorrerem da decisão judicial, e isto não foi feito. Segundo, foi determinado que a Polícia consertasse os seus pedidos para se enquadrar inclusive a Resolução do CNJ, já que o nível dos pedidos estava altamente deficitário. Nada feito.Terceiro, que a Polícia encontrou outro juiz para conceder as interceptações, tanto que no próprio jornal eles dizem que estavam monitorando, com o NIP, os assaltantes do BB de Itupiranga. Não havia por que consertar o determinado! Quarto, só se tem antipatia quando a gente conhece alguém, e no expediente por escrito à Presidente, eu he disse que, para rebater provocação do Sr. Secretário, entendia que os cargos de juiz e/ou promotor não eram menos importante do que os do Sr. Secretário e Governbadora para não se ter segurança como eles têm. Isto está gravado. Nunca houve qualquer falta disciplinar de minha parte, e nem sairei da minha Vara por pressão ou punição, mas sim, em primeira mão, para outra Comarca, por concurso de remoção que estou inscrito, mas perto de Belém, o mais breve possível. O pior é que no outro dia queimaram o forum de Igarapé-Mirim, e ele não pode colocar a culpa no Judiciário, pois diriam que ele estaria contribuindo para a destruição dos Foruns do Pará. Desta vez assumiu a falta de efetivo para violência! Vou ser pai, e o meu filho, qualidade de vida, trabalhar ainda mais, paz, é o que me interessam. Feliz Natal e abraços do seu leitor assíduo e que lhe admira pela clareza da sua qualidade jornalística. 

César Dias de França Lins.

Juiz

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6 Comentários

  1. Anonymous

    28 de dezembro de 2008 - 17:27 - 17:27
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    Na Itália a proteção aos Magistrados resultou no fim da máfia organizada. Aqui no Pará, de Ana Júlia, a desproteção tem resultado em destruição de fóruns, delegacias e demais poderes.

    E aí, quem tem razão???

  2. Anonymous

    27 de dezembro de 2008 - 12:03 - 12:03
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    Quanto à segurança especial para magistrados, promotores ou governadores, penso serem necessárias, pois tal segurança é uma deferência aos cargos e não às pessoas que os exercem. Tanto é assim que, uma vez despojadas dos cargos, tal garantia não se faz mais presente.
    Querer que as demais pessoas tenham o mesmo tratamento é demagogia barata.

  3. Anonymous

    25 de dezembro de 2008 - 23:24 - 23:24
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    Dr.Cesar.Li sua colocação.Não entendo de judiciário como o senhor, mas acho que o seu patrão é o povo. A humildade, acredito, seja a melhor virtude. O senhor precisa de segurança? O povo precisa mais do que senhor, precisa do senhorf para descobrir e punir os bandidos. Desça do seu pedestal, pago os meus impostos. Ninguem é melhor do que ninguém.Juiz é tão cidadão como eu, que estudei e sou mestre de obras.O senhor, com todo o respeito do cargo que ocupa, também merece a mesma seguança que qualquer ser humano, como técnico de escola técnica posso acessar uma internete.O privilégio é da vida e não do cargo. Seja humilde,respeito o senhor e a justiça, mas os textos que li, seria melhor o senhor nem reponder, pois comemos o mesmo feijão, eu mais barato, o senhor,quem sabe, o mesmo preço ou mais caro.O senor pode estudar mais do que eu,mas teremo o mesmo tratamento na morte, talvez chorem mais por ser importante pelo cargo, quanto a mim , talvez podem me imncriminar por um pedreiro não acerar no traço da massa e uma casa a vir desabar.Um abraço com respeito de um ex-predeiro e que chegou a mestre de obras.

  4. Anonymous

    25 de dezembro de 2008 - 21:04 - 21:04
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    juizite aguda, é realmente o termo correto, pensam esse barnabés que passam num concurso para juiz para apenas serem um tecnico na operacionalização das leis que tem o poder de uma governadora, é ridiculo mas está acontecendo de norte a sul do Brasil.
    Se não tomar cuidado se formará uma ditadura do judiciário muito mais dificil de combater que a ditadura militar.
    Para o bem da Democracia, seria necessário ter uma regulamentação na constituição do que pode ou não pode um juize, não podemos conviver com esses semi-deuses, pagos com o nosso dinheiro.

  5. Anonymous

    25 de dezembro de 2008 - 12:07 - 12:07
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    Olha, o Secretário de Segurança, Geraldo Araújo, foi pinçado do quadro da Polícia Federal para ocupar o cargo no Estado justamente por sua formação técnica e conduta moral.
    Não sairia por aí falando asneiras sobre um assunto tão sério.
    Quanto ao magistrado, é certo que está acoemtido de um mal que não é só dele: a juizite aguda.
    Não é necessário conhecer pessoalmente alguém para ter-lhe antipatia. E a antipatia dele para com a governadora é ideológica, a mesma que acomete a maioria da magistratura.

  6. Anonymous

    24 de dezembro de 2008 - 19:28 - 19:28
    Reply

    Há muito se comenta no Judiciário sobre a precariedade técnica dos inquéritos policiais e solicitações a ele encaminhadas pela polícia civil.

    Talvez aí se faça valer o jargão popular de que a “polícia prende e a Justiça solta”.

    Polícia Civil é polícia judiciária, prepara o procedimento para legalizar a prisão.

    Quem corre atrás de bandido é polícia militar.

    Talvez a qualidade técnica-judiciária de nossa policia também esteja contribuindo para a impunidade.

    Informações do Dr. César que nos revela o que a sociedade talvez ainda não saiba.

    rsf

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