Hiroshi Bogéa On line

João Salame abre o verbo numa longa entrevista ao blogueiro

O ex-prefeito de Marabá, João Salame, concedeu longa entrevista ao blog  durante sua última estada em Marabá.

Um longo bate-papo com o blogueiro se seguiu sem amarras, livre, abordando todo tipo de assunto.

Perguntas sobre questões como o custo político da eleição  a deputado federal de Beto Salame, o ex-prefeito não titubeou:.

Tida como desgastante, a  relação atual com o governador Helder Barbalho, quase nenhuma, também foi alvo  da conversa.

O ex-prefeito faz uma narrativa sincera sobre a sua prisão , em Brasília, revelando estar lutando para provar sua inocência às acusações.

Salame estendeu-se ainda a uma avaliação do atual momento administrativo de Marabá, conduzido por Tião Miranda.

As razões da decisão  em optar por morar em Brasília são alinhavadas também pelo ex-prefeito e  ex-deputado estadual.

Salame não negou fogo a nenhuma pergunta.

 

A entrevista completa de João Salame, a seguir:

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Passados mais de dois anos de sua gestão, qual a avaliação que você faz do atual momento administrativo do município de  Marabá?

Vejo com satisfação que tenha conseguido equilibrar as finanças do município e dar sequência a muitas obras que deixei encaminhadas ou com dinheiro em caixa.  Deixei dinheiro para conclusão das creches, da urbanização da grota criminosa, do Palacete Augusto Dias, do Cine Teatro da folha 16 e quase 40 milhões de reais para pavimentação de ruas. O novo gestor teve sorte em ver a economia dar passos de recuperação nos dois anos do governo Temer, recebeu recursos do governo Jatene que a mim foram negados e viu o governo federal abrir a possibilidade de parcelar a dívida do município com a previdência. Também teve o apoio da Câmara Municipal para cortar benefícios salariais dos servidores. Os royalties explodiram e a arrecadação melhorou muito. Esse conjunto de fatos possibilitou organizar as finanças da prefeitura. Algo que eu já vinha fazendo.

Paguei cerca de 70 milhões de reais de dívidas da gestão anterior. Quando eu voltei daquele afastamento de 94 dias reassumi a prefeitura dia 8 de agosto de 2016. Tinha cinco meses de governo e sete folhas para pagar. Paguei seis folhas. Não foi minha culpa a folha de dezembro que ficou sem pagar. O governador Jatene liberou recursos para pavimentação. Liberou o convênio com o Detran que ficou pronto na minha gestão. Agora as ruas da cidade estão sendo pintadas e sinalizadas a partir desse convênio que deixei pronto e que o governador se negou a liberar para mim.

A situação que deixei a prefeitura não era tão grave, tanto que a nova gestão logo conseguiu regularizar. Uma situação muito melhor do que quando assumi. Portanto tenho que aplaudir as ações do prefeito em organizar as finanças da prefeitura e aplaudir o fato dele ter conseguido o apoio do governador. No entanto fico triste em ver que a periferia não está sendo priorizada, a zona rural reclamando, os servidores lamentando a falta de diálogo, a saúde com problemas agravados, o fim da escola de tempo integral e das eleições diretas para diretores de escola, a redução do número de linhas do transporte escolar e a falta de participação popular na gestão. Acho que foram marcas do nosso governo que foram deixadas de lado.

 

Grande parte do pacote de obras que o atual prefeito Tião Miranda está executando foi criado na sua gestão, algumas não foram executadas e outras inacabadas. Não acha que faltou uma presença mais constante sua na fiscalização do conjunto de projetos para que sua gestão tivesse sido beneficiada com a inauguração das obras?

Todo governo assume com obras deixadas pelo anterior. Ou seja, todos deixam obras inacabadas. Eu terminei escolas e creches deixadas pelo Maurino. Terminei o prédio da Merenda Escolar, uma obra que foi iniciada no governo do doutor Veloso, passou pelos governos do Tião e do Maurino. Eu concluí. Tem obras que são demoradas.

Pegue o exemplo da Grota Criminosa. Desde o governo do Haroldo Bezerra que se falava nela. Nenhum prefeito passou do discurso. Eu fiz. Terminei o projeto, liberei os recursos e deixei mais de 80% da obra pronta. A folha 23 era um bairro abandonado. Melhorou muito com a obra. Pena que não houve tempo pra concluir. Deixei dinheiro pro novo gestor fazer isso.

Veja as creches. Liberei 17 junto ao governo federal. É uma burocracia enorme pro dinheiro chegar. Inaugurei cinco. Na folha 6, Residencial Tocantins, Residencial Tiradentes, Vila Sororó e Laranjeiras. Todas climatizadas. Veja que o atual prefeito recebeu várias outras em andamento e em quase três anos só inaugurou duas. A do Km 07 e do Infraero, que já estavam bastante adiantadas. Parece que vai ficar pronta agora a do bairro Araguaia. Se for levar pela régua da sua pergunta o atual prefeito estaria ainda menos presente do que eu nesse quesito. Quantas salas de aula foram climatizadas depois que eu saí da prefeitura? Eu climatizei centenas.

Se formos pegar a quantidade de ruas pavimentadas por mim e pelo atual governo posso dizer a mesma coisa. Eu desafio, rua a rua, quem pavimentou mais ruas que eu. Mesmo não tendo cumprido a infeliz promessa de pavimentar 500 km de ruas, nós conseguimos pavimentar ou recuperar 182 km. Mais do que todos os outros prefeitos juntos.  Fico triste de não ter executado o pacote de asfalto do dinheiro que consegui junto à Caixa Econômica. Infelizmente um empresário que não estava preparado ganhou a licitação e travou os serviços. São mais de 30 km de asfalto a mais que eu faria, principalmente nas folhas da Nova Marabá. Mas deixei o dinheiro e estou feliz que o atual prefeito tenha refeito a licitação e reiniciado os serviços.

No que se refere a reforma e reconstrução de unidades de saúde também. Reconstruí as UBS de Morada Nova, Laranjeiras, Independência, Folha 33 e deixei pronto o Laboratório Central de Exames nas Laranjeiras, os Caps ao lado da Casa da Cultura e o prédio da UPA concluído. Quem fez mais?

Na área do esporte, quem fez mais campos de futebol? Veja que tudo isso eu fiz depois de pagar 70 milhões de reais de dívidas, sendo perseguido pelo governador que não me liberou um centavo e enfrentando a mais grave crise econômica que o País atravessou, além de outras perseguições que são de conhecimento da sociedade. De toda sorte fico feliz que o atual prefeito esteja concluindo as obras que eu iniciei e não pude concluir.

 

 Quando você assumiu a prefeitura de Marabá, em 2013, certamente tinha um projeto em sua cabeça para fazer as mudanças tanto faladas durante a campanha de 2012. Verdadeiramente, qual era seu maior sonho governando Marabá?

Queria fazer uma gestão democrática, melhorar as condições de estudo das nossas crianças, colocar todas em salas de aula, levar dignidade pras pessoas que moram na zona rural, melhorar os serviços de saúde e fazer de Marabá um centro político importante para influenciar as decisões do Estado. Creio que persegui esse sonho e realizei vários objetivos.

Fiz um governo que não perseguiu ninguém e dialogou com todos os setores da sociedade. Reformei, construí ou reconstruí 30 escolas e creches, mais do que qualquer prefeito. Reconstruí e equipei várias unidades de saúde. Quando assumi não tinha um aparelho de mamografia funcionando. Deixei dois funcionando e um na caixa para ser inaugurado. Manilhei e retirei centenas de pinguelas na zona rural, executando mais de 4 mil km de recuperação de estradas vicinais. Levei transporte escolar a todas as vilas. Nunca a Estrada do Rio Preto foi interditada no meu governo.

No plano político tive participação importante nas eleições para governador em 2014. Tanto que o atual governador, naquele ano teve 74% dos votos em Marabá, com o apoio do nosso grupo.  Meu irmão foi eleito com excelente votação.

 

Atualmente, depois de ter passado por dissabores em sua carreira política, evitando, inclusive, disputar a reeleição, o que deu errado? 

As coisas caminhavam bem em 2014. Mas perdemos as eleições para o Governo do Estado. Veio a crise econômica de 2015, as perseguições aumentaram e por não adotar medidas amargas tivemos problemas de caixa que acabaram produzindo um afastamento injusto. Fiquei  94 dias afastado. As coisas pioraram. Quando fui afastado a folha estava em dia. Quando retornei tinha 1 mês de salários atrasados e nenhum centavo guardado para pagar o 13o. A empresa de lixo sem receber.

Como voltei no último dia das convenções partidárias e com todo esse quadro entendi que não deveria me candidatar. Talvez esse tenha sido meu maior erro. Mesmo se fosse para perder deveria ter sido candidato para defender tudo o que fiz de bom. Ao não ser candidato deixei que meus adversários dominassem a mídia e construíssem a imagem de que fui um prefeito ruim. Durante mais de 3 anos só levei porrada nos meios de comunicação e nas redes sociais.

Mas felizmente os ataques sórdidos não conseguem arrancar as centenas de quilômetros de asfalto, as creches, escolas, postos de saúde e tantas coisas boas que fizemos. Não conseguem roubar o carinho de centenas de pessoas que foram beneficiadas pelo meu governo e que me tratam bem toda vez que ando pelas ruas da cidade. Erramos, mas deixamos um legado positivo. Aos poucos as pessoas vão enxergando as coisas.

 

Alguns setores da política que não nutrem simpatia por você espalham que  o maior adversário seu na prefeitura foi a eleição do seu irmão Beto Salame, deputado federal. Claro que aí há uma contradição porque todo prefeito que elege seus representantes, na AL ou na CM, ganha forte aliado para obtenção de recursos e outros benefícios políticos. Dizem que você gastou recursos próprios da PMM para eleger o irmão, criando um buraco nos cofres públicos que inviabilizou sua gestão.  O que tem a falar sobre esse tema?

É de uma injustiça e desonestidade sem tamanho culpar a eleição do Beto pelos problemas financeiros da prefeitura. Os maldosos dizem que gastei 10 milhões de reais para eleger o Beto. Mentira. Naquela época podíamos arrecadar das empresas e arrecadamos bastante. Creio que cerca de 3 milhões de reais. Tudo declarado. Tivemos 31 mil votos em Marabá. Eu desafio sempre que me apontem alguma liderança ou pessoa que diga que eu dei dinheiro ou comprei votos em Marabá pra votar no Beto. O governo estava bem. Muitas obras. Nosso grupo empolgado. Fora de Marabá tinha dezenas de deputados estaduais e prefeitos que eram meus amigos. Dispostos a nos ajudar. A pedir votos pro Beto. Foi por isso que ele ganhou.

E o Beto correspondeu. Arrumou mais de 50 milhões de reais para Marabá. Taí a obra do cais de arrimo sendo iniciada. Recurso que ele arrumou junto ao ministro Hélder Barbalho. Tratores, caçambas, caminhões de lixo, ambulâncias, dinheiro pra asfalto, pra universidade. Quem vai arrumar isso agora? Ele arrumou mais de 300 milhões de reais para o Estado do Pará. Foi um deputado que trabalhou muito pela nossa gente.

Veja que depois de toda a campanha maldosa que fizeram contra mim e que se refletiu na queda de votação do Beto em Marabá, ainda assim ele teve 65 mil votos na última eleição. É o terceiro suplente de deputado federal. Não é pouco voto. Ficou na frente de muito político com muito mais história. E eu já não estava mais na prefeitura. Eu lembro que tinha adversários nossos que diziam que ele não teria nem 15 mil votos. Na realidade em Marabá os grupos políticos se destroem. A inveja fala mais alto. Muitos não suportaram a ideia de ver alguém jovem, que nunca tinha sido candidato, se eleger deputado federal. Daí em diante urdiram toda sorte de maldades contra mim para derrubar o que estávamos construindo. O resultado está aí: Marabá está sem deputado federal.

 

A não recondução de seu irmão Beto Salame à Câmara Federal está  mostrando o quanto a região precisa de um deputado que resida na área e conheça seus problemas. Você credita a não reeleição do Beto ao desgaste político de sua gestão na prefeitura?

Foi o sucesso da nossa gestão que possibilitou 31 mil votos ao Beto em 2014. O desgaste do final da gestão, o fato de eu não ter sido candidato pra me defender, três anos de mídia pesada contra mim, criaram um ambiente negativo. Em 2014 quase todo mundo se uniu em torno da eleição do Beto. Em 2018 não. Houve uma divisão significativa incentivada por quem -queria nos derrotar, mesmo às custas do prejuízo do município e da região. O Beto também cometeu os erros dele. É jovem. Trabalhou muito, mas pecou politicamente em algumas situações.

Em 2006 eu me elegi deputado estadual. Fiz um excelente mandato. Mas em 2010 o ex-prefeito Tião Miranda decidiu sair candidato a estadual e estava muito bem. Senti que ele teria uma grande votação. Então priorizei minha campanha em outros municípios. Diminuí minha votação em Marabá, mas aumentei minha votação no Estado e me reelegi. Já em 2012 ganhamos a disputa da prefeitura contra o mesmo Tião que tinha obtido uma votação recorde para deputado dois anos antes. Eleição é momento. Acho que faltou essa leitura correta no caso da não reeleição do Beto em 2018. Mas que o prejuízo para Marabá e região é imenso disso não tenho a menor dúvida.

 

 Algumas pessoas, maldosamente, inflamam disse-me-disse segundo qual você estaria residindo, hoje, em Brasília, para usufruir das vantagens financeiras que supostamente você teria obtido enquanto prefeito de Marabá. Não é hora de passar esses informes à limpo, esclarecendo de vez as razões de sua mudança para Brasília?

Eu talvez seja um caso único de prefeito que ao invés de sair da prefeitura com jornal, canal de rádio e televisão, fazenda e bois, como muitos fazem, tenha saído com minha empresa fechada. Tenho uma vida modesta, de classe média. Foi assim antes de eu entrar para política, quando era um pequeno empresário, foi assim quando tive mandatos e é assim hoje. O grosso do meu patrimônio adquiri antes de entrar para a política.

Mudei para Brasília porque tinha fechado minha empresa e precisava trabalhar. Fui convidado inicialmente para assumir um cargo no Ministério da Integração Nacional, pelo ministro Hélder Barbalho, em fevereiro de 2017. Não deu certo. Em agosto, o PP, partido do meu irmão, me convidou para assumir a diretoria do Departamento Nacional de Atenção Básica do Ministério da Saúde. Aceitei o convite porque dependo do meu trabalho para pagar as despesas de minha família. Tenho orgulho do trabalho que realizei. Ajudei milhares de municípios no País e inúmeros do Pará, inclusive Marabá. Foi um período muito feliz. Ganhava um bom salário e estava perto de minha família. Depois aconteceu o episódio da prisão. Perdi o emprego. Foram dias difíceis. Parecia que o mundo havia desmoronado.

Agradeço muito à minha esposa, filhos , minha família e alguns poucos amigos que foram solidários o tempo todo. Grandes amigos meus de Goiânia, em especial o Martiniano Cavalcante e o senador Jorge Kajuru,  ofereceram um trabalho no Senado para minha esposa. Ela faz faculdade em Brasília. Meu filho estuda em Brasília. Minha filha trabalha em Brasília. Por isso decidi estruturar minha vida em Brasília. Montei uma empresa de consultoria e hoje dou assessoria para deputados, senadores e prefeitos. É disso que eu vivo. Matando um leão todo dia, como se diz na gíria popular. Diminuí um pouco meu padrão de vida, mas vivo feliz com minha família. Vários amigos de Marabá já me visitaram aqui no apartamento onde moramos atualmente. Tive que alugar minha casa e o prédio do meu antigo jornal em Marabá, onde recebia as pessoas, para ter recursos para tocar nossas vidas. Mas estou sempre vindo a minha cidade, onde tenho família, amigos e o patrimônio que construí trabalhando honestamente e que foi adquirido antes de eu entrar para a política.

 

Por falar em prisão, quase um ano após o ocorrido, como você avalia esse episódio?

Não desejo a ninguém o que aconteceu. Me entristece pensar nisso, mas não guardo mágoas. Pessoas me provocam para arrancar declarações contra a justiça. Não posso duvidar da justiça. Se o juiz tomou a decisão foi munido de determinadas informações. Tenho que apresentar as minhas informações e provar minha inocência. Vou trabalhar para isso. Não me tornei um novo rico após sair da prefeitura de Marabá. Quem me conhece sabe que sempre fui um cara sério. Nunca me envolvi em bandalheira. Fico satisfeito, do ponto de vista jurídico, que o parecer do Ministério Público Federal em Marabá foi contra a prisão preventiva. Que o MPF em Brasília opinou pela minha soltura sem sequer exigir a retenção do meu passaporte, prisão domiciliar ou tornozeleira eletrônica. Que o Tribunal Regional Federal, por 3 votos a 0, decidiu pela minha liberdade. Estou cumprindo todas as determinações da Justiça e espero agora reunir as provas da minha inocência no processo que vai se iniciar na primeira instância.

 

Você foi um dos maiores defensores da candidatura do governador Hélder Barbalho. Em 2014 era considerado mais emedebista que os prefeitos do MDB. O que aconteceu que você não foi chamado para participar do atual governo? Você tem mágoas do governador por causa disso?

Eu apoiei o governador Hélder em 2014 e 2018 porque entendia que era a melhor opção para mudar os rumos administrativos e políticos do Estado. Entre outras coisas um governador não pode punir o povo de um município só porque não gosta do prefeito. E o governador Jatene fez isso com o povo de Marabá. Não me arrependo. Quanto à minha participação o governador não é obrigado a me dar cargo ou emprego. Desde adolescente eu sempre apoiei candidatos por acreditar, não por causa de cargos. Tanto que depois da eleição eu não procurei o governador para tratar disso. Se ele não me chamou é porque deve avaliar que não é o momento ou enxergou pessoas mais competentes e comprometidas com o seu projeto do que eu, ou, mais simples, que não mereço. Tenho que respeitar sua avaliação. Vou batalhar, como estou batalhando, para organizar minha vida. E desejar que ele faça um bom governo porque quem ganha é o povo do Pará.

 

Embora já tenha deixado bem claro às pessoas mais próximas a você, dando conta de que não pensa tão cedo em disputar algum cargo público, não tenho como deixar de perguntar: qual a sua projeção política pessoal para as próximas eleições, estará disputando algum cargo público?

Preciso organizar minha defesa jurídica e minha vida financeira. Passei quase um ano desempregado. Agora que a empresa que montei recentemente conseguiu seus primeiros clientes. Estou otimista, mas tenho que trabalhar muito para recuperar o fôlego. Vou me concentrar também em fazer a defesa do meu governo. Reconhecer os erros, mas lembrar dos acertos. Quero um julgamento justo da opinião pública. Até para que eu possa corrigir meus erros. Mas continuarei a fazer política, porque considero que a política é o instrumento para melhorar a sociedade. Continuo acreditando que um mundo melhor é possível. Que precisamos superar os ódios, as desigualdades, os preconceitos. Quero um mundo melhor para meus filhos. Muito diferente desse que vivemos, onde a intolerância dominou as redes sociais. Por isso vou continuar a fazer política, ainda que não seja candidato a nada o ano que vem em Marabá.

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1 Comentário

  1. Paulo Silva

    20 de setembro de 2019 - 23:40 - 23:40
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    Entrevista esclarecedora e corajosa. Gostei

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