Hiroshi Bogéa On line

Fake news invadem redes sociais para ataques ao prefeito de Marabá

O texto extraído do jornal Correio leva a assinatura do competente repórter Ulisses Pompeu:

 

Mais fake do que news. Assim pode ser o cenário da campanha eleitoral de 2020 em Marabá. O exemplo mais recente é de um áudio que circulou pelas redes sociais na tarde do dia 21 deste mês, de um suposto radialista informando que 20 alunos do Colégio Militar Rio Tocantins haviam desmaiado. E ainda afirmava que os mesmos estavam com o corona vírus. A falsa notícia se espalhou como fogo no mato seco.

A Sespa desmentiu o áudio e a Prefeitura de Marabá precisou divulgar uma “Nota Oficial” para desmentir o boato. A Reportagem do CORREIO fez um levantamento de quantas vezes, neste ano, a PMM precisou emitir nota para desmentir “notícia falsa” só em janeiro e fevereiro deste ano. Os números são bastante expressivos: 37 textos para contradizer notícias mentirosas.

Procurado pela Reportagem, o secretário municipal de Comunicação, Alessandro Viana, confirmou que o número de fake news de 1º de janeiro para cá aumentou “assustadoramente”. “A gente percebe que elas têm algo em comum: buscam atacar o prefeito municipal e não necessariamente criticar um serviço oferecido pela gestão. Percebemos que elas têm uma origem só e estão sendo espalhadas em redes sociais com objetivos políticos”, pontua Viana.

A prática de fake news com fins eleitorais foi criminalizada no ano passado. Pode ser preso e até ter a candidatura suspensa o concorrente que espalhar informações inverídicas sobre a campanha de adversários, com o intuito de ganhar vantagem na disputa. Em junho, o Congresso aprovou pena de dois a oito anos de prisão para quem cometer essa prática, inclusive eleitores.

A punição foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas o Parlamento derrubou o veto e alterou a decisão promulgada em lei. A legislação prevê punição para “quem, comprovadamente ciente da inocência do denunciado e com finalidade eleitoral, divulga ou propaga, por qualquer meio ou forma, o ato ou fato que lhe foi falsamente atribuído”.

TSE vai tentar controlar

Com o objetivo de reunir, em um só espaço, todos os conteúdos produzidos para rebater informações falsas sobre a Justiça Eleitoral e as eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou a página “Fato ou Boato?”, com foco nas Eleições Municipais de 2020. O site é uma atualização da antiga página “Esclarecimentos sobre Notícias Falsas”, criada no pleito do ano passado.

Além de ter mais recursos que a antiga página, o espaço – disponível no Portal da Justiça Eleitoral – conta também com materiais produzidos pelas instituições parceiras do TSE que aderiram ao Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020.

Por isso, se apareceu uma dúvida sobre informação ou notícia divulgada nas redes acerca do processo eleitoral, acesse o endereço www.justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato ou, no Portal do TSE, no centro da página inicial, clique no banner “Fato ou Boato?”.

Com layout mais moderno, no formato onepage (todo conteúdo disposto na mesma página), o espaço está dividido em oito áreas: Passo a Passo, Esclarecimentos, Quiz, Mitos Eleitorais, Agências, Posts, Candidatos e Fake News.

No ícone Passo a Passo, há dicas de como identificar uma informação falsa. Os tópicos foram desenvolvidos pela Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), uma das parceiras do TSE no Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020.

Já na seção Esclarecimentos, foram disponibilizados textos e vídeos produzidos durante as Eleições de 2018 com o objetivo de desmentir conteúdos falsos sobre a Justiça Eleitoral, a urna e o voto.

Há também uma seção criada com o intuito de incentivar o eleitor a conhecer seu candidato. A ideia é orientar o cidadão a pesquisar o passado dos políticos, para verificar se eles têm problemas com a Justiça ou se cumpriram as promessas de campanha, entre outras informações.

A página ainda reúne os vídeos da série Fake News e Eleições – lançados entre o primeiro e o segundo turnos de votação do pleito de 2018 – e da série Mitos Eleitorais.

Vivemos em uma época que definir o que são notícias verdadeiras das que não são em meio ao ato volume de informações nos meios digitais é difícil. Algumas dicas para evitar a propagação das notícias falsas são:

• Ler a notícia inteira;

• Conferir as fontes e quem é o autor da matéria;

• Ver a data em que ela foi publicada;

• Checar às informações em outros sites de notícia.

E o mais importante, não acreditar em tudo o que está na rede, ou então depois de tantos anos de silêncio e luta por sua liberdade, a imprensa pode começar a se ver novamente acuada por uma censura tímida e disfarçada no combate as fake news. 

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