Hiroshi Bogéa On line

Estudantes de Barcarena são desrespeitados em portos hidroviários

Dezenas universitários estiveram na Câmara Municipal de Vereadores de Barcarena solicitando uma sessão com o poder legislativo para mostrar os problemas enfrentados pelos estudantes da cidade, que dependem do transporte fluvial para ia às aulas.

Em 1997, a lei n° 1901/97 foi criada para conceder gratuidade a alunos que se deslocam entre Belém e Abaetetuba. Segundo a legislação, todo estudante tem direito a viajar ao seu destino de ensino.

Mas, com o descumprimento, um Termo de Ajustamento de Conduta foi firmado com o Ministério Público junto aos barqueiros das quatro empresas de transporte rodofluvial de Barcarena.

Nesse acordo, foi garantida a cota de 10% de cada embarcação aos alunos.

No entanto, segundo os estudantes, essa determinação nem sempre é cumprida.

“Tudo vem desde o setor de Passe, porque já é difícil de conseguir uma declaração para ter o Passe em mãos. E, depois disso, quando a gente chega aos portos rodoviários e hidroviários, somos maltratados, humilhados, desrespeitados e ignorados. Não há uma fiscalização que nos garanta o direito de ir e vir”, afirma a aluna de Serviço Social, Glesiane Cunha.

Em fevereiro, um jovem tentou ir à Universidade, mas foi impedido de embarcar, mesmo sendo o único da fila para cinco vagas existentes na embarcação.

O aluno só conseguiu viajar ao acionar a Polícia Militar que chegou ao local.

Outro aluno que cobra melhorias é Adenilson Araújo, que cursa Direito.

“Nós esperamos que a fiscalização venha ocorrer de fato e que a categoria seja assistida não só pela garantia dos 10%, mas pela flexibilização maior para que todos, sem exceção, possam chegar a Belém e Abaetetuba com direitos garantidos, sem perda de aula como está acontecendo”, relata.

Uma comissão de alunos foi formada e vai reunir, na próxima segunda-feira, 25, às 9h, na Câmara, com os vereadores para criar uma fiscalização da lei dos estudantes de Barcarena. (Roma)

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