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Espetáculo Terruá Pará 3 é lançado em CD e DVD

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Carimbó, siriá, guitarrada, samba, brega, tecnobrega e erudito: boa parte da diversidade da música paraense está na terceira edição do “Terruá Pará”, projeto realizado pelo Governo do Estado, por meio da Cultura Rede de Comunicação e da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom). Gravado no Teatro das Artes, em São Paulo, o espetáculo dirigido por Carlos Eduardo Miranda reuniu no palco artistas como Felipe Cordeiro, Nazaré Pereira, Jaloo, Gang do Eletro, Natália Matos, Luê, Strobo e diversos outros, percorrendo cantos, timbres e manifestações da música pop amazônica feita no Pará.

Criado em 2006 e retomado em 2011, o Terruá Pará foi eleito, em 2013, o melhor projeto especial na categoria Música Popular, pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Esta edição premiada é lançada agora em CD e DVD, com distribuição para todo o Brasil pela Tratore. O lançamento será no dia 20 de setembro, às 19h30, no Cinépolis Boulevard, em Belém, numa sessão especial para artistas e convidados.

Com duração de duas horas, o Terruá Pará 2013 foi resultado da Mostra Terruá Pará de Música, que selecionou 72 artistas, entre mais de 300 inscritos. Após o lançamento, os CDs e DVDs estarão à venda nas lojas Ná Figueredo e Fox Vídeo. As duas edições anteriores, realizadas em 2006 e 2011, também foram lançadas em CD e DVD e se encontram disponíveis na internet, no canal oficial do projeto (www.youtube.com/terruapara2012).

Adelaide Oliveira, presidente da Cultura Rede de Comunicação, ressalta que o projeto “Terruá Pará” representa uma vitrine importante para a música contemporânea paraense, colocando no mesmo palco artistas de diversos estilos, numa composição única. “O lançamento das mídias do espetáculo possibilita esse registro, para que mais pessoas tenham acesso à nossa produção musical, que é tão rica”, observa. “Com isso, a Cultura cumpre também a missão de difundir e estimular a circulação da música produzida no Estado”.

 

Para o diretor geral do espetáculo, o produtor musical Carlos Eduardo Miranda, a terceira edição do “Terruá Pará” sintetiza tudo que foi aprendido desde o início do projeto. “E com uma geração já renovada, inclusive alguns artistas influenciados pelas edições anteriores”, observa. “Esse é o show que possui o conceito de espetáculo mais bem acabado, pois conta uma história cheia de detalhes. É uma evolução gradual, de faixa a faixa, e já começa emocionante, para derrubar tudo”, completa.

 

Miranda acredita que a principal característica do “Terruá Pará” é o respeito à personalidade dos artistas, ao mesmo tempo em que estimula o diálogo com o regional. “O conceito sempre foi ‘seja você mesmo, mas não deixe de olhar, muito atentamente, para o seu vizinho, para o outro artista’. Entenda o que vocês têm em comum, uma alma paraense que une todos, que é muito importante. E isso não significa tocar carimbó ou guitarrada, por exemplo. Quem é criado aqui, se colocar a sua vivência na música, está transmitindo uma experiência paraense”, diz ele.

 

A cantora Sammliz, que participa do show em dois momentos, cantando “Abaluaiê”, do maestro Waldemar Henrique, homenageado desta edição, e “Aparelhagem de Apartamento”, relembra a experiência de estar no palco com outros artistas. “O Terruá tem esse mérito de colocar artistas diferentes em contato, trabalhando juntos, e isso amplia nossos horizontes de uma forma extraordinária”, avalia a artista, que pela primeira vez se apresentou sozinha, sem sua antiga banda, dando início a uma nova fase em sua carreira.

 

Para o cantor Jaloo, que saiu de Castanhal e conquistou projeção nacional e internacional, participar do “Terruá Pará” em 2013 foi um divisor de águas. “Naquela época, eu era mais conhecido como produtor ou DJ. Quando anunciaram as seletivas, eu já morava em São Paulo, e decidi viajar para Belém e participar. E tudo deu tão certo, meu trabalho chamou a atenção da curadoria e fui escalado. Foi a primeira vez que fiz parte da cena paraense, porque até então minha carreira era construída pela internet”, recorda-se.

 

Durante o projeto, Jaloo acabou sendo convidado a participar do selo Skol Music, do produtor Carlos Eduardo Miranda. “Hoje minha carreira está muito bem consolidada. Estou encerrando uma turnê de quase um ano, preparando meu segundo disco, e posso me considerar um artista. Tudo é muito novo e maravilhoso”, comemora.

 

Quem participa:

Trio Manari, Orquestra de Violoncelistas da Amazônia, Nazaré Pereira, Jaloo, Adelbert Carneiro, Sammliz, Strobo, Marco André, Júnior Soares, Ronaldo Silva, Luê, Rafael Lima, Toni Soares, Adamor do Bandolim, Arthur Espíndola, Toninho Nascimento, Zebrabeat, Pim, Natália Matos, Mestre Damasceno, Nanna Reis, Marcel Barretto, Dan Bordallo, Felipe Cordeiro, Camila Honda, Manoel Cordeiro, Renan Sanches, Waldo Squash, Juca Culatra, João Lemos, Gang do Eletro e ainda banda base, formada por Edvaldo Cavalcante (bateria), Trio Manari, Príamo Brandão (baixo), Davi Amorim (violão guitarra), Léo Chermont (guitarra), Jade Guilhon (violino, bandolim), Luiz Pardal (acordeon, bandolim, piano, violino, rabeca), Dan Bordallo (teclados), Stefano Manfrin (sax, flauta), Maurício Brito (trombone), Thél de Souza (trompete), Waldo Squash (sampler), Júnior Gurgel (bateria) e JP (percussão).

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