Hiroshi Bogéa On line

Empresário marabaense arremata em leilão nacional antigo prédio da Casas Pernambucanas

 

 

Empresário Janary Damacena, proprietário da marina JC Náutica, arrematou, em São Paulo, o imóvel onde por mais de quarenta anos, funcionou, em Marabá,  uma das filiais do grupo varejista  Casas Pernambucanas.

O leilão, em sua terceira tentativa, foi finalizado com proposta do empreendedor marabaense.

Agora há pouco, pelo telefone, Janary confirmou o arremate do imóvel, onde pretende elevar um negócio na orla da cidade.

A casa adquirida fica na Av. Marechal Deodoro, esquina com rua estreita que liga a orla à praça Duque de Caxias.

No leilão bastante disputado, Janary foi representado pelo seu filho Raul Damacena, advogado residente em Brasília.

“Tenho dois projetos em mente, mas só definirei  o destino que darei ao imóvel depois de conversa que terei com meu filho Ciro”, esclarece Janary,  indagado sobre o que pretende construir no local.

Ciro Damacena é formado em Administração, e decidiu residir em Marabá, depois de concluir seus estudos, em Brasília.

Pernambucanas é uma rede varejista brasileira  fundada no início do século 21 sueco Herman Lundgren, que adquiriu, em Pernambuco,  a Companhia de Tecidos Paulista. Por muitos anos foi uma das maiores redes de venda de tecidos do Brasil.

Atualmente, é a  décima terceira maior re4de varejista do país, segundo ranking do Ibevar em 2012.

Durante décadas em Marabá, sob a gerência de Eduardo Chuquia,  Casas Pernambucanas  fazia sucesso pela diversificação de seus produtos, entre tecidos e roupas oferecidas.

Apesar de se chamar “Pernambucanas”, remetendo ao estado onde o imigrante sueco se estabeleceu ao chegar ao país e onde ainda moram muitos de seus descendentes, a rede não possui mais lojas em Pernambuco, desde a década de 80.

Após uma disputa entre os herdeiros nas décadas de 1970 a 1990, as operações de Pernambuco e do Ceará, bem como suas filiais das demais cidades do Norte e Nordeste desapareceram  -, e os negócios no Rio de Janeiro foram à falência. Apenas a Arthur Lundgren Tecidos, com operações em São Paulo, prosperou e hoje compete com os grandes concorrentes do segmento de varejo no país.

Hoje, após cem anos de sua fundação, está presente em sete Estados – São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina – por meio de 295 lojas e mais de 15 mil colaboradores.

Sua estrutura inclui três centros de distribuição (dois em Barueri/SP e um em Araucária/PR).

 

Durante décadas, nessa esquina funcionou a Casas Pernambucanas. O imóvel agra pertence a um marabaense.
Durante décadas, nessa esquina funcionou a Casas Pernambucanas. O imóvel agora pertence a um marabaense.
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5 Comentários

  1. Paulinho

    7 de junho de 2013 - 09:38 - 9:38
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    Discordo desse Paulinho, não sabe o que diz. Carú não trabalhou lá, fica botando nome em bois esse coitado.

  2. Francisco Sampaio Pacheco

    6 de junho de 2013 - 09:02 - 9:02
    Reply

    Amigos,

    Vendo a imagem do imóvel, inevitavelmente lembranças povoaram minha mente. Ora, esse lugar era uma referência para os encontros. A negrada, fim de tarde com o sol já se pondo vinham fazer seus malabarismos com seus saltos mortais. Mesmo à noite chegando com seu negro manto, à trinca permaneciam fiel as suas acrobacias chamando atenção dos transeuntes. Ali era uma verdadeira escola para quem quisesse aprender a nadar e apreciar altos malabarismos, e nessas alturas a castanha apanhada no fundo do rio estava sendo descascada no dente. Que tempo hein?. Foi justamente naquele lugar quando dei as primeiras braçadas, cheio de posse, bem confiante enfrentando os banzeiros num vai e vem delicioso.
    Que o Janary possa preservar da melhor maneira possível esse imóvel memorável de Marabá.

    Saudações marabaenses

  3. João Guimarães

    1 de junho de 2013 - 12:17 - 12:17
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    É, talvez só assim agora serão pagos os direitos trabalhistas de vários funcionários do grupo, que inclusive, salvo engano, residem no referido imóvel…Deus queira isso não vá acabar em mais uma pendenga judicial…Mormente se não indenizarem a quem tem direito. O Janary, claro, não tem nada a ver com isso.
    Parabéns pela aquisição, Janary!

  4. Paulinho velha Marabá

    31 de maio de 2013 - 15:26 - 15:26
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    É, João Dias, saudades dos bons tempos das Casas Pernabucanas, aonde
    eramos sempre recepcionados pelos amigos Carú, Sr.Ivan Ribeiro e tantos outros vendedores(Marabaenses da gema), que, já naqueles tempos eram tão preparados, quanto os balconistas de hoje, que são submetidos a treinamentos e uma rigorosa seleção para assumirem tal cargo. A, fotografia aqui postada, é como se estivesse vendo a pessoa do responsavel aqui em Marabá, pela implantação das Pernanbucanas o Sr. Eduardo Chuquia, que muito contribuiu para o desenvolvimento desse municipio.

  5. João Dias

    31 de maio de 2013 - 14:43 - 14:43
    Reply

    Coragem pra Mudar.

    Caro Janary,

    Gostaria de dizer que, marabaense da gema que sou, sinto-me orgulhoso de vê-lo à frente do seu tempo, resgatando o nosso passado.
    O tempo passou mas, a velha “casa pernambucana”, é motivo de muitas saudade e recordações.
    Parabéns e muito sucesso nessa nova empreitada!

    sds. marabaenses.
    Tijuca/RJ.
    João Dias

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