Hiroshi Bogéa On line

Empoderamento de mulheres no sindicalismo é tema de dissertação

Sob o título “Empoderamento de mulheres no sindicalismo de trabalhadores e trabalhadoras rurais de Marabá”, Luciana Martins, filha de meu caro amigo Ademir Martins, ex-vereador de Marabá, defendeu sua dissertação  apresentada ao Programa de Pós-graduação em Agriculturas Amazônicas na Área de Concentração  Interdisciplinar da UFPA  e Embrapa – como parte dos requisitos para obtenção de título de Mestre em Agricultores Familiares e Desenvolvimento Sustentável.

Recebeu conceito excelente.

Orientador de Luciana foi o professor  Gutemberg Armando Diniz Guerra.

A dissertação teve como propósito analisar o processo de empoderamento das mulheres dirigentes do STTR –  Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Marabá.

Para a pesquisa,   o empoderamento foi considerado como ampliação de poder, nas dimensões econômica, social e política.

Durante o processo de pesquisa, Luciana identificou que as mulheres do STTR de Marabá, participaram de lutas variadas e obtiveram determinadas conquistas, mas também foram vítimas de descriminalização/machismo e violência doméstica no decorrer da militância sindical.

As conquistas – classificadas como indicadoras de empoderamento nas dimensões política e social – se referem ao acesso à sindicalização; às mulheres que se destacaram como lideranças na organização dos acampamentos e das associações dos projetos de assentamentos; conquistas específicas relacionadas à saúde da mulher como prioridade de atendimento das mulheres da zona rural nos postos de saúde.

Igualmente importante foi a conquista recente da paridade de gênero na diretoria do Sindicato, ou seja, 50% de mulheres e 50% de homens.

Segundo Luciana, o espaço da militância sindical, em que pesem todos os seus limites e condicionantes, em ambientes dominados por homens, como no STTR de Marabá, há um favorecimento ao debate sobre igualdade de gênero feito a partir de atividades de formação, que levam a um reposicionamento das mulheres no campo da política profissional.

O blogueiro felicita a pós-graduada e seus familiares contagiados pela conquista.

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2 Comentários

  1. Luciana Moreira dos Reis

    1 de setembro de 2018 - 14:02 - 14:02
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    Caro Hiroshi,
    muito obrigada pelo carinho!

    Eu sempre tive interesse em pesquisar relações de gênero. Consegui no mestrado graças ao bom relacionamento com o meu orientador acadêmico professor Gutemberg Guerra.
    Para a pesquisa ser realizada contei com o apoio de várias pessoas ao longo da caminhada.
    Agradeço aos meus pais Ademir Martins e Beta Moreira (em memória), ao meu filho Victor Henrique, ao meu marido Mauro Silva e a todos os meus familiares.
    Agradeço a EMATER PARÁ por me liberar oficialmente para cursar o mestrado; ao meu orientador Gutemberg Guerra e aos professores da banca examinadora Denise Cardoso, William Assis e Angela May.
    E agradeço em especial a todas as lideranças que gentilmente colaboraram com a pesquisa, através da disponibilidade de serem entrevistadas e aos dirigentes (homens e mulheres) do sindicato pesquisado.
    Forte abraço,
    Luciana Moreira dos Reis
    Engenheira agrônoma

  2. Apinajé

    1 de setembro de 2018 - 10:05 - 10:05
    Reply

    Empoderamento feminino ,igualdade de gêneros,igualdade racial,direitos lgbts etc…Sopas de letrinhas,receita criada para fragmentação social e guetos,facções enfim,retórica e mais retórica,sou contra a divisão de poder entre homens e mulheres em cotas iguais,ao meu ver essa divisão deve se dá por competência,independente de sexo(desculpe! gênero)orientação sexual,raça,credo ou qualquer outro denominador fragmentado.A participação da mulher na sociedade vem aumentando graças a seu maior empenho em tudo que fazem,a “machaiada”se acomodou e a mulherada tá saindo da cozinha aos borbotões e tomando o lugar que sempre foi seu,só não sabiam!Devemos tomar alguns cuidados quando falamos desse
    tal”empoderamento”feminino,Primeiro é os menos avisados acreditarem que isso vem acontecendo pelo simples fato de ser mulher,cotas qualquer coisa assim,outro é a mulher está atenta para nessa inversão de papeis,não passar a sustentar muito homem acomodado,o ideal é o crescimento da sociedade como um todo,onde a meritocracia seja condição primordial para essa ascensão. De resto é parabenizar a Luciana Martins pelo seu trabalho acadêmico,deixando aqui o lembrete: Só o conhecimento empodera e liberta.

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