Hiroshi Bogéa On line

Em entrevista ao Sem Censura, Jatene presta contas e reafirma o nome de Márcio Miranda à sua sucessão

Governador Simão Jatene concedeu entrevista ao programa Sem Censura Pará, da TV Cultura, nesta sexta-feira (22).

O programa teve transmissão simultânea pela TV, Rádio, Portal Cultura e canal da emissora no Youtube.

O blogueiro foi um dos integrantes da bancada de debatedores, juntamente com a apresentadora  Renata Ferreira, e a jornalista  Alinne Passos.

A produtora Ana Paula Bezerra coordenou a participação dos telespectadores e internautas  que interagiram or meio de perguntas enviadas ao twitter do Portal Cultura e e-mail do programa.

A seguir, resumo de trechos da entrevista:

 

Equilíbrio Fiscal:

Jatene disse que o ano de 2017 “foi difícil para todo mundo, pois o Brasil está passando pelo terceiro ano por uma profunda crise que empobreceu o país. A população perdeu 10% da sua renda, ou seja, o produto brasileiro encolheu 10%. Então quando eu olho os outros Estados, percebo o quanto Deus tem sido generoso conosco. Por exemplo, milhares de servidores de outros estados não vão receber o 13º salário em dia e o nosso já está pago. Isso sem contar com o salário de dezembro que vai cair ainda este mês. Isso é um indicador interessante. Conseguimos um equilíbrio fiscal, das contas públicas, que foi muito importante, ou seja, é você não gastar mais do que ganha ou arrecada”, destacou Jatene.

 

Obras entregues e em andamento:

Construção de  hospitais e o prolongamento da avenida João Paulo II, em Belém, que deve ser entregue até fevereiro de 2018.

Centro de Convenções de Marabá, entregas de várias UIPP’s em municípios, inauguração de agências do Banpará, que só tinham em 43 municípios e quando assumimos o governo passamos para 100.

1.550 quilômetros de rodovias, com substituição de pontes de madeiras por pontes de concreto;

Jatene também confirmou a conclusão das obras de ampliação do Hospital Regional de Marabá.

 

Centro de Convenção de Marabá

Ao ser questionado pelo blogueiro o papel agora do governo para fomentar ações destinadas a transformar o Centro em equipamento autossustentável, Jatene disse que, “por enquanto, a OS Pará 2000 (a mesma que administra a Estação das Docas, Mangal das Garças, Hangar de Belém, etc) é quem administrará o CCM, mas almejamos, em futuro próximo, entregar o equipamento para uma OS que pode ser formada em Marabá, pelos empreendedores locais, essa a ideia.”

Segundo Jatene, quando o Hangar de Belém foi inaugurada, diziam que o governo estava entregando um “elefante branco”, mas logo a realidade mostraria o contrário.

“Hoje o Hangar tem uma agenda anual fechada antecipadamente, e o Centro de Convenção de Marabá pode muito bem cumprir com seu papel de multiplicador de eventos de negócios”, disse.

 

Aciaria em Marabá

Perguntado se, depois da frustração que foi o projeto Siderúrgica Cevital, o governo ainda trabalhava com a possibilidade de induzir um novo empreendimento voltado à verticalização do minério extraído na região de Carajás, Jatene respondeu na bucha:

 

– No início de 2018, devemos a anunciar negociações em curso que devem resultar na implantação de uma aciaria no Distrito Industrial de Marabá. Não uma aciaria faraônica como a que foi prometida de  nome Alpa, mas um projeto viável e que certamente tem tudo para ser implantado

 

Ferrovia Paraense

O blogueiro também provocou Jatene a falar sobre a Ferrovia Paraense, projeto que seu governo trabalha junto ao governo chinês para implantar 1.312 km de ferrovia, ,passando por 23 municípios,  conectando todo o leste do Pará, desde Santana do Araguaia até Barcarena.

Ele confirmou que um dos gargalos do empreendimento é convencer a mineradora Vale a ofertar cerca de 10% de todo o volume de cargas que a empresa transporta para a futura ferrovia.

“Você está correto: sem carga não há ferrovia, e esse é um dos problemas, mas não o principal. Temos ainda que equacionar o traçado da estrada de ferro, desviando-a de aglomerados indígenas,  quilombolas e reservas florestais”.

 

Centro Regional de Governo

Jatene negou que o Centro Regional de Governo, em fase de implantação em Marabá e Santarém, seja mais um movimento para acomodar emissários, ou pombo-correio, responsável para levar mensagens  e pleitos, sem poder de decisão.

“Não é isso. Antes de formatar esses Centros Regionais, nos discutimos muito seu perfil, analisamos outros centros regionais em funcionamento no país. O que iremos implantar terá uma estrutura de secretarias, com poder de decisão”.

Jatene negou que tenha convidado o ex-prefeito de Marabá, Haroldo Bezerra, para assumir a Gerência Regional do Centro, em Marabá.

“Eu convidei o Luciano (Luciano Lopes Dias, atual secretário de Educação de Marabá), um excelente técnico que trabalhou comigo ( Luciano foi secretário da Sedurb e presidente da Cosanpa) e deixou marca de competência no governo, mas ele está envolvido em outro projeto, sem poder, no momento atender meu convite.

 

Temas políticos

Ao ser questionado sobre a sucessão estadual, Jatene disse que não sabe ainda qual será seu futuro político, confirmando apenas que pode disputar algum pleito em 2018.

Como também pode não disputar.

– Não sei, ainda. Tudo pode acontecer. Até eu ficar sem mandato, o que pra mim seria natural. Já fiquei uma vez, quando eu poderia disputar a reeleição (Em 2006, governador em primeiro mandato, Jatene apoiou a candidatura de Almir Gabriel ao governo, quando poderia disputar a reeleição. Não sou como alguns que temem ficar sem mandato.

No embalo, o governador praticamente confirmou a preferência do nome do deputado Márcio Miranda à sua sucessão, dizendo que o parlamentar tem fácil trânsito no meio dos partidos e atua politicamente com muita competência.

Abaixo, link para acesar a entrevista.

Autor 

2 Comentários

  1. Otavio Barbosa de sousa

    25 de dezembro de 2017 - 16:54
    Reply

    Boas perguntas Hiroshi. No entanto, muito vagas. sobre o centro regional de governo. No final de mandato é difícil acreditar, que não seja uma ação eleitoral. E sobre a competência Luciano e tendo a Cosanpa como exemplo de sua competência, é muito duvidosa essa afirmação. Pois, o que o competente Luciano fez?.

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