Hiroshi Bogéa On line

É possível, sim, fazer política com dignidade

O cenário era ideal para se fazer politicagem.

Assumir postura de “pai do menino” – aquela famosa paternidade que tantos politiqueiros buscam para obras e ações que não são suas.

O palco, a sede da Colônia dos Pescadores Z-30, na orla de Marabá.

Cerca de 300 pescadores, ansiosos, aguardavam o início da reunião que contaria com um representante do governo escalado para discutir demandas e até anunciar boas novas aos associados.

Convidado, o presidente da Câmara Municipal  de Marabá, Pedrinho Correa, foi escalado para abrir o encontro, que teve como protagonista o Superintendente da Pesca no Pará, Luiz Pinto, responsabilizado para debater os problemas da classe  numa escala estadual.

A reunião teve toda a infraestrutura coordenada e mantida pela vereadora Cristina Mutran,  que nos últimos anos tem lutado junto ao governo para a construção do Mercado do Peixe e recuperação  da geleira da Z-30, há mais de dois anos desativada.

Ao oficializar a abertura da reunião, o presidente da Câmara Municipal esbanjou comportamento  ético ao fazer questão de destacar  os esforços de sua colega de parlamento em favor dos pescadores.

– “Eu estou aqui para simbolizar  a solidariedade do parlamento marabaense às causas dos pescadores de Marabá, mas tenho o dever de destacar o trabaho que a doutora Cristina Mutran vem realizando ao longo dos anos para ajudar a soerguer a Colônia dos Pescadores. Lá na Câmara, a nossa colega atua com determinação defendendo ações urgentes  que possam resgatar os tempos áureos vividos pela Z-30. Embora  Cristina não esteja hoje aqui, devemos lembrar sempre de sua atuação, a  favor de vocês pescadores“.

A plateia fez questão de aplaudir demoradamente a postura de Pedrinho, reconhecendo o gesto ético e de respeito ao trabalho da colega manifestado pelo presidente da Câmara.

Cristina Mutran não se encontrava na reunião.

 

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2 Comentários

  1. A.S.A (Apinajé)

    20 de fevereiro de 2020 - 07:50 - 7:50
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    Ainda que a causa seja nobre…Saudades da Santa Rosa,aquela,que tinha bolo de arroz da dona “Duca”,da tábua de pirulito,da padaria do “seu Argemiro”da venda do “Seu Luiz lopes”,da Matança(matadouro de boi)e a mulecada botando sal no fogo para espanar a boiada rsrs,enfim,tempos em que nosso almoço era tirado do rio com caniço.linha e azol…
    Não existe pescador sem o peixe…
    Abraços

  2. Viriato

    18 de fevereiro de 2020 - 19:58 - 19:58
    Reply

    Causa dos pecadores? Assim até eu apoio rs rs rs

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