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Desenvolvimento de políticas públicas é discutido pelo Grupo de Trabalho sobre o autismo

Com informação da repórter Cintia Magno, da secretaria de Planejamento do Estado:

 

Criado em junho deste ano com o objetivo de desenvolver políticas públicas voltadas para pessoas com autismo, o Grupo de Trabalho de Estudos e Ações Relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista avança no desenvolvimento de medidas que visam garantir a igualdade de direitos e oportunidades.

Durante a última reunião ocorrida na Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), o grupo discutiu a adoção do tema do autismo em cursos de capacitação oferecidos pela Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Titular da Seaster no GT, o secretário adjunto de assistência social da Seaster, Valdo Divino da Silva Filho, apontou que a secretaria coordena dois programas de qualificação da Rede de Assistência Social do Estado: o CapacitaSUAS, que recebe recursos do Governo Federal, e o curso de Operadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que utiliza recursos próprios do Governo do Estado.

Diante dessa estrutura já existente, a Seaster pretende incluir o debate acerca do autismo nos programas capacitação de profissionais de assistência social.

“Esse debate não existia nos cursos de qualificação do Sistema SUAS e, a partir dessa decisão do Governo do Estado, decidimos incluir em todos os nossos cursos regionais um dia específico para a temática sobre o autismo”, informou Valdo.

“A Diretoria de Assistência Social da Seaster irá chamar o GT para que possamos dialogar juntos o conteúdo desse módulo e como serão esses cursos”.

CENTRO – Além da qualificação, o GT avança, ainda, em outra frente importante para a garantia de igualdade de direitos para as pessoas com autismo, a implantação do Centro Especializado de Atenção ao Transtorno do Espectro Autista (CETEA).

Desde junho o grupo já realiza o levantamento dos espaços que podem vir a abrigar o Centro, avaliando que prédio melhor atende às necessidades de atendimento do CETEA.

“O grupo foi criado justamente para definir o melhor modelo que possa atender o maior número possível de pessoas e é nesse sentido que estamos trabalhando”, destaca a secretária de Estado de Planejamento e Administração e coordenadora do Grupo de Trabalho, Hana Ghassan.

Membro do GT e mãe de uma criança autista, a professora Flávia Marçal destaca que algumas características precisam ser apreciadas no momento da seleção do espaço, considerando a condição da pessoa com autismo.

“Precisamos de ambientes em que a gente possa ter os espaços necessários de acordo com o projeto que está sendo pensado, no qual nós temos quatro pilares fundamentais – que é a formação, o acolhimento à família, o atendimento educacional especializado na área do autismo, e, por fim, a questão das políticas intersetoriais”, apontou. “Algumas das características necessárias é que o ambiente seja amplo e que não esteja vinculado a locais muito barulhentos, já que o excesso de barulho pode incomodar em especial àquelas crianças que tenham dificuldade de integração sensorial”.

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