Hiroshi Bogéa On line

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada na edição desta quarta-feira, 23, do Diário do Pará:

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Mapa astral
O mês de setembro deverá marcar a gestão de Maurino Magalhães como período em que todo tipo de aborrecimento bateu à porta da prefeitura de Marabá. Se já não bastasse o permanente conflito com o Ministério Público, MM enfrenta agora pressão do Sintepp com ameaça de greve geral, descontrole abafado das contas públicas e uma ação protocolada pedindo a cassação do mandato dele por suposta prática de caixa dois. Ontem, 21, o juiz Cristiano Magalhães encaminhou a notificação do prefeito, que têm cinco dias úteis para apresentar sua defesa.

Grana curta
Não obstante vir demonstrando desinteresse em assinar convenio de R$ 5 milhões com o governo do Estado para obras de infraestrutura na zona rural, Maurino Magalhães já revelou aos seus assessores e vereadores que o município está enfrentando sérias dificuldades financeiras. Há rumores de que a prefeitura estaria devendo em torno de R$ 8 milhões. O certo mesmo é que o município encontra-se inadimplente, conforme registra o Cauc, em seu site, apontando falta de quitação do CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária), documento que atesta a regularidade de pagamento do regime de previdência social dos servidores públicos.

Controle de inadimplência
O Cadastro Único de Convênio (CAUC) indica ainda que dos treze itens que compõem as obrigações de adimplência dos municípios para efeito de celebração de convênios e transferência dos respectivos recursos, a prefeitura de Marabá está com um vencido (o CRP) e outros oito vencem até o dia 30 de setembro. Uma restrição no Siafi é o suficiente para impedir qualquer órgão público receber parcelas de recursos conveniados com o governo federal. Como exemplo: se a prefeitura de Marabá pleiteasse hoje a segunda transferência de recursos para a duplicação da Transamazônica, não conseguiria por falta de certidão negativa do CRP.

Na curva do rio
Movimentos sociais planejam realizar grande encontro indígena para debater os efeitos da construção da hidrelétrica de Marabá que será erguida a montante da ponte rodoferroviária sobre o Tocantins. Agenda objetiva solidarizar-se com os índios Gaviões, cujas terras da aldeia Mãe Maria serão as mais atingidas. Membros de associações de áreas alagadas por barragens estão à frente das articulações.Data e local do encontro ainda estão em discussão .

Ao pé de ouvido
André Farias é hoje um dos principais articuladores de Ana Júlia junto aos prefeitos e lideranças políticas do Sul do Pará. Ele conseguiu amadurecer importantes canais de contatos, viabilizando, com isso, o fechamento de substanciais apoios à governadora. Não apenas no interior, como também na capital. Na tarde dessa segunda-feira, 21, André almoçou na Estação Gourmet ao lado de Anivaldo e Lúcio Vale, do PR. Apenas os três.

Empresa cidadã
Nem bem terminou a bem sucedida IV Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, a diretoria da Sinobrás foi contemplada com o título de empresa que mais refloresta no Estado do Tocantins, concedido pelo governo do vizinho Estado à Sinobrás Florestal, subsidiária da siderúrgica marabaense. Em treze fazendas de sua propriedade, a usina produtora de aço plantou 13.200 hectares de eucalipto, que já estão sendo usados na produção própria de carvão vegetal em sua escalada de autossustentabilidade.

UMAS & OUTRAS
Para efeito do leitor checar os dados fornecidos em notas acima sobre a situação da prefeitura de Marabá junto ao Siaf, no blog do colunista, hoje, há um link conduzindo à página digital do CAUC.

Esperado para qualquer hora, o acordo da Vale S.A. (Vale) com a ThyssenKrupp finalmente saiu. Agora, a participação da mineradora brasileira na Siderúrgica do Atlântico passou dos atuais 10% para 26,87% através de aporte de capital de EUR$ 965 milhões. A planta de usina integrada de placas de aço da ThyssenKrupp é a mesma que será construída em Marabá.

A construção da hidrelétrica de Marabá preocupa ambientalistas e moradores pioneiros do Bico do Papagaio quanto ao desaparecimento do Parque Estadual do Encontro das Águas, onde os rios Tocantins e Araguaia se encontram.

Agricultores do Sudeste do Pará comemoram o lançamento do Plano Safra 2009/2010, oficializado pela governadora Ana Julia. Recursos são de R$ 480 milhões para o fomento da agricultura familiar.

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3 Comentários

  1. Anonymous

    25 de setembro de 2009 - 13:41 - 13:41
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    Problema ele vai ter com uma tal comissão de estudos educacionais que tá caladinha só juntando provas das irregularidades da educação. Aquele mesmo povo que infernizou a vida do Tião com várias denúncias no MP, na CGU e no TCM.Conversei com um deles e este adiantou que tem funcionário fazendo farra com dinheiro da educação mas que eles tem até vídeo gravado.

  2. Anonymous

    23 de setembro de 2009 - 17:51 - 17:51
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    Parece que o Maurino ainda não percebeu que está cercado de inimigos, pois só isso pode justificar a inoperança da equipe que o cerca, com relação a essas pendencias.

    Tem muita gente achando boa essa situação, principalmente no Palacete Augusto Dias.

  3. Anonymous

    23 de setembro de 2009 - 12:50 - 12:50
    Reply

    Hiroshi, pelo visto o secretário de planejamento importado pelo Maurino, do Tocantins, não tá com nada, e o secretário de finanças além de não ser técnico não veste a camisa do MM, assim como o Karam que nas rodadas de amigos fala mal do prefeito o chamando de boca mole e contando piadinhas, mas é isso mesmo o Maurino merece.

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