Hiroshi Bogéa On line

Círio de Nazaré: as polêmicas que cercam a Corda

 

Em toda edição do Círio de Nazaré há um assunto que toma conta das conversas, antes e depois da extraordinária procissão religiosa: a corda.

Normalmente, o tema vira polêmica.

Este ano, de novo,  o desatrelamento da corda da berlinda ocorreu mais cedo do que se pensava – exatamente na entrada da Avenida Nazaré, último corredor de ruas até chegar à Basílica  de Nossa Senhora, por volta de 10h20.

A corda de sisal utilizada nas romarias deste ano tem 50 mm de diâmetro e foi produzida em Santa Catarina.

A corda chegou a Belém semana passada, com 800 metros.

Ela foi dividida em duas partes de 400 metros.

A primeira foi usada na Trasladação, procissão que se realiza na noite de sábado para condução da imagem de Nazaré, do Colégio Gentil Bitencourt, onde  fica durante todo o ano, até a Catedral de Belém, no bairro Cidade Velha.

A segunda corda foi usada neste domingo, 13, e a Diretoria da Festa, como faz todo ano, recomendou aos fiéis que não cortassem a corda, para que fosse desatrelada da berlinda somente na chegada da romaria à Basílica Santuário.

A imensa corda é cortada por fiéis que a disputam em pedaços pedaços

A corda passou a fazer parte do Círio em 1885, quando uma enchente da Baía do Guajará alagou a orla desde próximo ao Ver-o-Peso até as Mercês, no momento da procissão, fazendo com que a berlinda ficasse atolada e os cavalos não conseguissem puxá-la.

Os animais então foram desatrelados e um comerciante local emprestou uma corda para que os fiéis puxassem a berlinda.

Desde então, foi incorporada às festividades e passou a ser o elo entre Nossa Senhora de Nazaré e os fiéis.

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