Hiroshi Bogéa On line

Centro Cultural de Parauaapebas foi construído por força da condenação da Vale

 

Este irrequieto blogueiro acaba de ler matéria em veículos da região dando conta de que a Vale está anunciando, para os próximos dias, a inauguração do Centro Cultural de Parauapebas.

Uma obra, certamente, de vulto – e necessária para o desenvolvimento dos movimentos culturais locais.

Só que a forma como a mineradora faz o oba-oba leva a etiqueta de uma parceria com a comunidade.

Em outras palavras, a Vale faz parecer que ela entrega o bem por exercício de responsabilidade social.

E não é nada disso.

Os recursos  usados na construção do CCP foram provenientes de uma condenação imposta à mineradora pelo então juiz da Justiça do Trabalho de Parauapebas, Jôanatas Andrade, que hoje atua na vara de Marabá, no valor de R$ 300 milhões.

Ou seja, a Vale lesiona o tecido social e ainda quer se cacifar com a promoção da reparação.

Só para lembrar o caso.

Em março de 2010, a Vale foi condenada pela Vara do Trabalho de Parauapebas, no Pará, a pagar R$ 100 milhões por danos morais coletivos e mais R$ 200 milhões por dumping social.

O juiz Jônatas Andrade acatou, àquela época,ação do procurador José Adilson Pereira da Costa do Ministério Público do Trabalho contra a empresa por considerar que a mineradora  estava lucrando indevidamente sobre a exploração indevida de seus empregados e prestadores de serviço na região da província mineral de Carajás.

Condenada, a mineradora foi obrigada a construir o Centro Cultural, usando parte do valor  estabelecido na sentença.

É isso.

E, bem vindo,Centro Cultural de Parauapebas (fotos)

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3 Comentários

  1. RUY SAMPIO

    2 de outubro de 2017 - 10:42
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    Pode até ser que tenha ônus, mas o bônus para quem gosta de cultura deve ser maior, quanto ao direcionamento de verba, foi discutido na época como seria aplicado o dinheiro, quanto aos outros investimentos que você queria vamos deixar para a iniciativa privada, porque aí só teria ônus.

  2. Franco

    27 de setembro de 2017 - 16:32
    Reply

    Não sei se era bem isso que Parauapebas estava precisando, afinal, estamos em uma cidade que se definha a cada mês. Porque não uma industria, verticalização dos nossos minérios uma faculdade de peso? – Esta obra é faraônica e vai trazer mais ônus ao município.

  3. RUY SAMPIO

    26 de setembro de 2017 - 11:45
    Reply

    Parabéns ao Dr. Jônatas, sei da luta que foi para conseguir tudo isso.

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