Hiroshi Bogéa On line

Aeronáutica se omite e não pune militar criminoso

 

 

Célia do Socorro Trindade Pinto, irmã  do agente de trânsito Adauto Melo, assassinado pelo militar Victor Hugo da Rocha em plena avenida, quando trabalhava orientando o tráfego de Belém, publicou em seu mural do Facebook todo desconforto e revolta da família diante dos sinais de impunidade pairando sobre o caso.

O blog reproduz na íntegra a manifestação de Célia:

 

Ontem, 16/01 estivemos no I Comar em audiência com o comando da Aeronáutica em Belém, na pessoa do Tenente Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito para saber sobre o andamento do processo disciplinar do Victor Hugo da Rocha, responsável pela morte do meu irmão Adauto Melo, no último dia 26 de dezembro. Para a nossa surpresa, minha e de todos que faziam parte da comissão (Sindicato e associação dos guardas municipais, família e o Movida), não há por parte da Aeronáutica, qualquer procedimento interno disciplinar contra o soldado Victor Hugo.

A justificativa é que a lei não garante à Aeronáutica nenhuma forma de punição anterior à manifestação da justiça, ou seja, enquanto não sair a sentença transitado em julgado, nada podemos fazer, e temos que aceitar o fato de que este delinquente vive sua vida como se nada tivesse acontecido, até que a justiça dê sua sentença final.

Imaginem a minha frustração e de todos que ali estavam ao saber que mesmo estando comprovado o crime, que apesar do flagrante, nada podemos fazer durante o tempo em que correr o processo e todos os recursos possíveis. Muito difícil suportar a ideia de que esse indivíduo pode estar, inclusive dirigindo um carro, uma vez que até onde sei, ele não perdeu a sua habilitação.

Sempre cultivei a crença de que as Forças Armadas, no seu papel de salvaguardar a segurança do povo brasileiro, e em muitos casos, garantir a cidadania, jamais adotaria conduta de neutralidade diante de um atentado à vida causado por um de seus membros, especialmente sendo tal fato fruto de flagrante irresponsabilidade e falta de zelo à vida, sua e de terceiros, e tudo isso sob a égide da lei (ou pela falta dela?). Legal? Pede ser…Justo? jamais!!!!

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