Hiroshi Bogéa On line

“A dor da gente não sai no jornal”

Em seu perfil do FB, o  experiente jornalista Eleutério Gomes faz importante – e oportuna – observação sobre a cobertura jornalística do Círio de Marabá.

Exemplificou matéria de uma TV local, cuja equipe de reportagem perdeu a oportunidade de humanizar a cobertura e valorizar protagonistas do evento.

O que diz o amigo Eleutério:

 

SOBRE O VELHO E BOM JORNALISMO. UMA CRÍTICA CONSTRUTIVA
Assisti na segunda-feira após o Círio de Marabá uma série de matérias em várias emissoras de TV locais sobre a cobertura da procissão etc. Todas muito parecidas até mesmo por ser uma pauta recorrente.Entretanto, em uma delas, me animou a ideia de que veria uma matéria diferenciada ao final de uma série de pequenas reportagens. Me decepcionei quando a repórter perdeu a chance única de dar um banho nos concorrentes, ao fechar a cobertura mostrando os trabalho de dezenas de garis que faziam a limpeza da cidade logo após a passagem da procissão. Ela limitou-se a ouvir apenas o encarregado para saber quantas toneladas de lixo foram recolhidas, quantas caçambas foram empregadas no trabalho etc. etc., mas, sequer ouviu um dos garis. Tive a impressão de que aqueles trabalhadores – que estavam ali, juntando lixo sob um sol de 40 graus, enquanto dezenas de milhares de outras pessoas se regalavam em banquetes e reuniões familiares – eram invisíveis. Eram eles os romeiros naquele momento, era eles que estavam pagando a penitência naquele instante, eram eles as estrelas, enfim!!!

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