Hiroshi Bogéa  –  O link da notícia no Correio Brasiliense é claro, embora o texto fale em escuridão: a Terra viverá 6 minutos de total escuridão, durante um dia de agosto.

Então, se você acha que seis minutos não dão para nada, tente explicar isso para quem estará no meio de um eclipse solar total.

Diz a notícia que dia 2 de agosto de 2027, o Sol resolveu que precisava de um intervalo comercial prolongado — exatos 6 minutos e 22 segundos de escuridão. É o “apagão” mais longo do século em terra firme, e o cenário não poderia ser mais dramático: das ruelas da Espanha às pirâmides do Egito (leia NESTE LINK) .

​Agora, imagine a logística do caos (e da comédia) que isso vai gerar!

​Enquanto os astrônomos estarão munidos de telescópios e filtros solares de última geração, o cidadão médio estará lutando contra a tecnologia.

​Certamente teremos milhares de pessoas tentando tirar foto do céu escuro com o flash do celular ligado. Resultado? Vão cegar o vizinho e sair com uma foto de um borrão cinza.

​Imagine o desespero de quem está em Gizé, na frente da Grande Pirâmide, e o sinal do 5G cai bem na hora da live. O eclipse passa, mas a frustração de não ter postado o “reels” perfeito vai durar até o próximo século.

​​Em seis minutos de trevas, pode anotar, os galos vão entrar em colapso existencial. Cantam para o sol sumindo? Cantam quando ele volta? Provavelmente vão apenas emitir um som de erro de sistema e tirar um cochilo confuso.

​Os pombos europeus irão pousar achando que o expediente acabou mais cedo, apenas para serem acordados seis minutos depois com um sol escaldante na moleira.

​​O eclipse vai passar por Luxor, no Egito, gerando seis minutos de escuridão total sobre templos milenares.

​”É o retorno de Rá!”, gritará um guia turístico mais empolgado.

“Não, é só a Lua fazendo hora extra”, responderá o turista suado que esqueceu o protetor solar.

​Aliás, o comércio local não perde por esperar. Preparem-se para os combos: “Kebab Eclipse: 6 minutos de sabor no escuro” ou óculos de proteção vendidos a preço de ouro, que na verdade são apenas lentes de óculos escuros baratas coladas com fita crepe.

No fim das contas, o eclipse de 2027 será o teste definitivo para a nossa paciência e nossa capacidade de ficar quietos.

6 minutos sem luz solar é tempo suficiente para refletirmos sobre nossa insignificância no universo… ou, mais provavelmente, para percebermos que esquecemos a roupa no varal e agora não enxergamos onde está o prendedor.

​Seja como for, marque na agenda: 2 de agosto de 2027.

Só não esqueça os óculos especiais, porque ficar cego por causa de um snooze cósmico (estado de relaxamento profundo), não tem graça nenhuma.