Hiroshi Bogéa  – A região sul do Pará recebeu um significativo aprimoramento em sua infraestrutura logística. O Ministério dos Transportes, através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), inaugurou cinco novas pontes de concreto na BR-158, que liga os municípios de Redenção e Santa Maria das Barreiras. As construções foram financiadas com um investimento de cerca de R$ 28,7 milhões do Governo Federal, oriundos do Novo PAC.

As novas estruturas estão substituindo as antigas pontes de madeira, sendo feitas de concreto, o que assegura maior resistência, segurança e condições superiores de tráfego para motoristas e transportadores que utilizam a estrada.

Com cerca de quatro mil quilômetros de comprimento, a BR-158 se destaca como um dos principais eixos logísticos da área. Essa rodovia é essencial para o transporte da produção agrícola, principalmente soja e milho, além do transporte de gado e minerais como ferro, bauxita e manganês. O aprimoramento dessa rota, por meio das novas pontes, também ajuda a aumentar o volume de cargas direcionadas aos portos no Pará, promovendo a logística e o crescimento econômico da região Norte do Brasil.

 

Rodovia intrafegável

Não obstante a via de transporte ter recebido o reforço das cinco pontes de concreto, a rodovia BR-158 no sul do Pará (trecho entre Redenção e Santana do Araguaia) enfrenta uma situação crítica e de difícil trafegabilidade, marcada por buracos, falta de manutenção e atoleiros, especialmente agora no período de chuvas.

Relatos de março de 2026 descrevem a rodovia, particularmente entre Redenção e Santana do Araguaia (passando por Casa de Tábua), como precária, indicando “caos” e prejuízos ao agronegócio em 2026.

Motoristas enfrentam buracos excessivos, pontes quebradas e atoleiros, tornando a viagem demorada e arriscada.

As más condições dificultam o escoamento da produção agrícola, gerando prejuízos econômicos.

Apesar de ações pontuais de melhoria, a rodovia continua sendo alvo de intensas críticas sobre a necessidade de manutenção profunda. (Fotos: Reprodução)