Hiroshi Bogéa On line

Depois da queda, o coice.

 

A nomeação do agrônomo Celso Lacerda, paulista de Tupã,  para ocupar a presidência do Incra, não impõe apenas derrota ao PT paraense que brigava, em Brasília, para emplacar Cassio Pereira. O novo dirigente recebeu recomendação expressa de Dilma Roussef para modernizar a estrutura administrativa do instituto.

Há, inclusive, circulando entre alguns técnicos do Incra, minuta de texto explicitando detalhes de algumas mexidas, entre elas, a necessidade de manter sob total controle as superintendências regionais da instituição.

É provável que os futuros superintendentes não sejam mais nomeados por indicação política.

O próprio Lacerda, em sua primeira entrevista, assegurou ter recebido missão da Presidência da República para mudar tudo dentro do Incra, transformando-o em órgão eficiente voltado a liderar um dos programas de combate à miséria.

 Se isto ocorrer, a farra de distribuição sem critérios de recursos para a Reforma Agrária,  chegou ao fim.

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3 Comentários

  1. Anônimo

    30 de março de 2011 - 00:51 - 0:51
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    Concordo que há muita dificuldade para a execução do orçamento do INCRA. Principalmente pelo fato de que o Ógão não faz execução direta nos assentamentos em virtude de não possuir suporte material, estrutural e de pessoal. A saída é via municípios através de convênios, principalmente para implantação e manutenção de estradas vicinais nos PA’s que, com a sua emancipação passam de serem de responsabilidade dos municípios para continuarem a manutenção das mesmas. Aí começa a maioria dos problemas, pois, praticamente não existem municípios adiplentes, portanto sem condições de celebrarem convênios para tal finalidade.
    Outro grave problema consiste na implantação de programas como o da moradia nos PA’s, que pelas mesmas dificuldades para execução direta, a construção das casas são terceirizadas através de associações, cooperativas, sindicatos e federações que contratam empresas, em muitos casos mal intencionadas, acabam desviando recursos do programa e deixam muitos assentados a verem navios, e, muitas vezes apadrinhados por servidores corruptos que deveriam fiscalizar a execução das obras, como no caso do tal ÁPIO que ficou rico, em parceria com o sr. Zequita, a custa do dinheiro das habitações dos trabalhadores, sem falar da parceria de presidentes de entidades acima mencionadas (fetagri, fetraf, mst, strs, e etc) que cobram propinas para liberar contratos com tais empresas.
    Por último, vejo que falta política de incetivo para produção de alimentos nos assentamentos. É duro ver engenheiros agrônomos atuando para dirimir litígios nos assentamentos em vez de elaborarem projetos e orientarem os trabalhadores de como melhorarem a produção. Realmente é uma vergonha. O que estamos acostumados a ver são técnicos medíocres nos assentamentos realizando pseudos diagnósticos que não levam a nada, mas levam todos os recursos da ATES, enriquecendo os donos das prestadoras de serviços de assessoria técnica.
    Abraços.

  2. Anônimo

    29 de março de 2011 - 20:12 - 20:12
    Reply

    Não sei! Na verdade não sei se o INCRA tem jeito. Não sei se ainda é possível melhorar…. Mas tonar o INCRA eficiente. Ah isso… bem não sei.

    Mas vamos ao que SEI o INCRA trabalha tão atrasado em relação as demandas que nem mesmo consegue executar o orçamento que existe, por isso sei que o orçamento é só uma parte do problema. Exemplo: há um lugar localizado “entre o nada e o lugar nenhum” onde esta localizado o segunda maior assentamento do Brasil denominado Montes Belos no município de Pacajá. Lá 2000 mil famílias foram assentadas em 1997. Hoje deve existir a metade estão sem estrada, sem pontes, sem escolas, a maioria sem energia, sem as habitações… Detalhe: o orçamento de estradas para 2007 não foi aplicado a explicação. não foi possível formalizar convênio com a prefeitura de Pacajá.
    é por saber de tantas outras histórias (esse é só uma gota no oceano) não sei!

  3. Anônimo

    29 de março de 2011 - 01:43 - 1:43
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    É isso Hiroshi, parece que há uma perspectiva de mudanças no comando do incra, porém nada que altere a carrelação de força na gestão nas unidades regionais.
    Bobagem dizer que a indicação do Lacerda não seja política, e, que o nomeação do novo gestor nacional implantarar uma lógica apenas administrativa (técnica). Pelo contrário, ninguém sobrevive numa gestão sem ter lado ou proteção política.
    O problema do INCRA não está no fato de gestor ser político ou não, mas sim, pela falta de recursos financeiros para financiar e estruturar os projetos de assentamentos dos quais são de responsabilidade do órgão dar suporte para fomentar e proporcionar a produção e geração de emprego e renda na agricultura familiar.
    Concordo que muita coisa precisa mudar na política de reforma agrária desenvolvida atualmente pelo incra, mas que o problema consiste simplesmente pelo fato de gestores serem indicados politicamente não é verdadeiro. Em 2002 o orçamento do INCRA era de 5 bilhões de reais, em 2008 passou para mais de 30 bilhões.
    Espero que continue ampliando os investimentos e endurecendo na fiscalização.
    Abraços.

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