Hiroshi Bogéa On line

Perdidos no meio da cidade grande

 

Os movimentos sociais estão conseguindo colocar  a cidade de Marabá contra suas reivindicações.

Fechar o tráfego de veículos em ponto vital do trânsito da cidade é de uma desinteligência sem precedente.

Não é apenas o trabalhador quem está sendo prejudicado por não conseguir chegar ao local do emprego para cumprir suas tarefas diárias.

Estão sendo punidos, também, pelo ralo dessa irracionalidade,  crianças e jovens estudantes privados de chegarem às escolas; professores,  e uma gama de formadores de opinião cada dia mais resistente a ideia de que o movimento dos assentados é justo e necessário – como o blog já registrou aqui – e o ratifica com todas as letras.

Só quem desconhece a importância da luta dos chamados sem-terra pelas transformações positivas espraiadas na zonra rural deste país -,  encoleriza-se com suas manifestãções, e exibe o lado atrasado de insistir em sua  criminalização.

E são exatamente os representantes desse decadente gênero de civilização quem está comemorando a repetição do que já havia ocorrido ontem na cidade: o fechamento da Transamazônica,  próximo a ponte sobre o rio Itacaiúnas.

São eles quem estão a repetir o velho discurso de que “esses bagunceiros deveriam estar na cadeia”, generalizando um tom de beligerância igualmente danoso à sociedade como o ato violento de fechamento da Transam.

Pressionar o Incra, é preciso.

Forçar o governo federal a voltar à mesa de negociações, faz parte  das conquistas democráticas vividas pela sociedade brasileira, nos últimos 20 anos.

A dosagem utilizada para exprimir os meios pode até justificar seus fins, mas de forma bem cara ao direito de ir e vir das pessoas.

Resultado: a cidade inteira demoniza, sem pena, os movimentos sociais.

Lamentável.

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24 Comentários

  1. Anonimo.

    20 de junho de 2011 - 21:05 - 21:05
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    Marluce quem ademirou as madames saindo de seus carrões, e dessendo do salto para atravessar a pista. Foi o Qâo preconceituoso ou foi vc? quanto aos colegio que estão caindo, a merenda de góróróba , as cadeiras quebradas, e seus baixos salarios, oque faz seu SINTEP? antes muito ativo viviam protestando, da Cãmara para a Prefeitura e tudo no PEZÂO sem SALTO.
    Não esqueça vc ajudou a eleger o Maurino até usaram o seu sindicato como escudo , vcs não podem reclamar pos tiveram até o direito de votar no CALADINHO.

  2. marluce azevedo

    20 de junho de 2011 - 10:23 - 10:23
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    Qão preconceituoso é o anônimo das 20:40. lamentável. julga a pessoa por ser do sexo feminino, rotula por ser professora além de generalizar uma situação.
    o que está colocado é que a maioria das pessoas não sabem reinvindicar seus direitos e ainda se incomoda com os que sabem. cada um só pensa em si. enquanto isso nossos direitos são negados e tá tudo bem… ninguém faz nada!!!
    Nos contentamos com serviços básicos precários, como: saúde, educação, segurança, etc. que são direitos constitucionais. nossas escolas estão caindo aos pedaços, merenda de péssima qualidade, carteiras insuficientes… na saúde, falta leitos, médicos, hospitais… segurança nem se fala.
    e o que NÓS fazemos? NADA. por isso, antes de criticar o outro olhemos primeiro pra nós mesmos.
    Ah! e não venha falar em direito de ir e vir, porque esse não nos foi negado. as pessoas podiam passar sem problema.

  3. Anonimo.

    18 de junho de 2011 - 20:40 - 20:40
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    Só podia vim de outra mulher, esse tipo de comentario, Salto alto, carrão e vestidão, logo tu professora que gosta de dar aula, o que tu gosta mesmo é de tar ai no INSS tentando um afastamento remunerado.

  4. anônima

    17 de junho de 2011 - 16:10 - 16:10
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    Gente!!! pois eu estive omtem em Marabá e precisei ir ao bairro Novo Horizonte. Tive que deixar o carro estacionado e pegar um moto táxi até o local interditado, passei no meio daquele povo e fiquei super emocionada. ou seja, gastei R$ 20,00 só de moto táxi e ainda fiquei contente. Adorei ver aquelas madames de salto alto atravessando a pé também.
    Admiro muito a coragem desses trabalhadores, diferentes dos professores que se contentam com migalhas, reclamam, reclamam e nada fazem.

  5. antonio

    17 de junho de 2011 - 15:49 - 15:49
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    maraba nao merece nos tambem nao ia gora?

  6. antonio

    17 de junho de 2011 - 15:47 - 15:47
    Reply

    gostei muito de agus cometario.primeiro e muito facio falar sem ter conhecimento voce nao sabe o quanto tem de alimento nos assetamento.agora nos nao temos condicoes de viver sem saude sem educasao sem seguranca sem laser e nao estamos pedindo nada quremos a penas o que sao direito garantidos na costituisoa e maraba nao sao culpado mais e onde nos setamos.agora vagabudos sao aqueles nao tem nada na vida e fica queredo ser o que nao e

  7. Anonimo.

    17 de junho de 2011 - 13:59 - 13:59
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    Marabá pobre cidade rica, hoje se encontra humilhada, sitiada e ameaçada, por um bando de vagabundos que não produzem nem pra comer, pos são sustentados a base de cesta- basicas desviadas dos programa de governo, ate quando esses lideres vão fica uzando esses dezocupados.
    Ja era tempo deles cairem na real, pos tudo que eles renvidicam ja veio e foi desviados. Porque que seu lider maior: José Rainha foi preso pela policia federal? porque o Lula uzou o boné do M S T e hoje só presta assesoria aos milionarios? Até quando…………

  8. Pereira

    17 de junho de 2011 - 07:22 - 7:22
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    Eu fico me perguntando até quando vamos passar por cenas como a desses últimos dias, será que ninguém faz nada até um cortegio fúnebre de um ilustre cidadão pra passar pela via pública teve-se de perdi permissão com distribuição desenhas aos familiares e amigos, é o fim da picada

  9. Anonimo.

    17 de junho de 2011 - 07:04 - 7:04
    Reply

    Radical sempre fui um trabalhador livre, nunca njguem me podou de ir, e volta ao meu serviço. Essa bagunça que vc defende não trabalha, só serve de massa de manobra pra seus falsos lideres, entenda vc que o projeto de governo do PT no Pará foi derrotado, voçeis tiveram a opurtunidade de resolver esses problema fundiario aque na região, mais enfelismente só usaram o INCRA para cabide de emprego familiar, e trasfomaram o orgo gesto em um Antro de CORRUPÇÃO.
    Nosso estado do Pará sempre teve lei, é tanto que o povo lembra quem disse a vc que éssa corja defende a natureza? procure qualquer madereiro que ele li diz de quem ele compra madeira inrregular.

  10. radical....

    16 de junho de 2011 - 23:30 - 23:30
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    Carambas, que tamta melancolia dese povo meu Deus, macacos mim mordam, ficam ai se lamentando o pior e viver como vive esse povo, que querem seus direitos, o Pará terra sem Lei, de latifundiarios, de assassinos de quem defendem a natureza, onde vive uma corja de egoista, que só pensam no seu nariz, ai ficam se orgulhando de uns ex maus governos que só fizeram genocidios aqui,, ai vive agora iqual parecendo mulher mal amada carambas, se é assim que chamam atenção assim vai ser..

  11. José Pereira

    16 de junho de 2011 - 19:42 - 19:42
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    Lamentável sob todos os aspectos o que se tem observado ao longo dos dias em que a área do Incra e entorno está sendo ocupada por pretensos “sem terra”, pretensos, digo, porque se observarmos, como tive oportunidade, veremos que muitos deles tem as mãos isentas de calos e jamais viram o cabo de um instrumento agrícola.Para engrossar o caldo, como se diz, arrebanharam, no laço, pessoas pelas margens das estradas, calçadas e becos, travestindo-os de “sem terra” para atazanarem a vida da massa trabalhadora e produtiva de Marabá.Se fosse uma familia qualquer que deixasse suas crianças na promiscuidade daquele “acampamento” e nas condições sub humanas em que lá se encontram, por certo o MPE, o MPF e o Conselho Tutelar já teriam passado por lá e as teriam enquadrado.Mas os “sem terra” estão acima do bem e do mal e tem carta branca para praticar toda ordem de atrocidades sem temor nenhum da punição.A verdade é que a reforma agrária nos moldes em que vem sendo feita é uma falácia e se resume, simplesmente em tirar terras de uns e dar a outros, sem torná-las produtivas.São quase quinhentos assentamentos em nossa região e até quiabo e maxixe que crescem como mato, vem de fora, pois neles nada se produz.Em lugar de serem agricultores e produzirem alimento, que é a finalidade precípua da reforma agrária, a maioria quer ser “fazendeiro” que eles tanto execram e tem pasto e cabeças de gado em seus mini lotes.Não é para isso que se faz reforma agrária. Ou se dá uma guinada e põe-se esta gente para trabalhar e produzir, de verdade,ou continuaremos vendo os “sem terra” sendo apenas e tão somente massa de manobra de lideranças incapazes de sustentarem um diálogo técnico e negociarem em nivel com as autoridades que as criaram e agora estão sendo devorados por elas.

  12. andre

    16 de junho de 2011 - 18:40 - 18:40
    Reply

    Cade o direito constitucional de ir e vir. Se fosse um de nós q

  13. Anônimo

    16 de junho de 2011 - 18:33 - 18:33
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    Nossa, que saudades do ilustre governador Hélio da Mota Gueiros para mandar tirar essa corja da estrada à base de baionetas e metralhadoras.

    Precisamos priorizar o trabalho, a honestidade, a decencia e extirpar esse cancro da sociedade auto-denominado mst.

    Marabaense chateado com a baderna

  14. marcos

    16 de junho de 2011 - 17:18 - 17:18
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    Sou solidario aos que querem produzir, aos que querem trabalhar, aos que geram trabalho, aos sensatos, aos amigos da lei, aos amigos dos amigos! Toda manifestaçao pacifica é bela e deve ser respeitada, fechar rua, atacar pessoas inocentes com pedaço de pau, ridicularizar uma populaçao sofrida, que so pensa em apenas em trabalhar, obrigar uma populaçao inteira a sofrer por causa de poucos, tenha do ne!

  15. Anonimo.

    16 de junho de 2011 - 16:06 - 16:06
    Reply

    Quanta humilhação passa o pai de familia para chegar ao trabalho. nós trabalhadores do dia a dia estamos sitiados, dentro de nossa cidade, por uma corja de desocupados que a muito tempo não sabem o que trabalhar, são todos os fora da lei, tudo eles podem: podem ameaçar, bloqueia, bater esculhambar, podem se armar, e até desarmar os aghente do estado, mesmo no seu direito de ir e vim ao seu quartel. Pobre estado do Pará, cade nosso governador, cade a tâo falada e bem treinada gurda- Nacional, policia Federal éssa foi humilhada dentro do Auditorio, o prefeito vive viajando, só nos resta a dizer: quanta saudade do cel. PANTOJA.

  16. cidadão indignado

    16 de junho de 2011 - 15:09 - 15:09
    Reply

    Como filho de Marabá me sinto vergonhado das autoridades aqui constituídas, as quais cruzam os braços e deixam que a população se torne refém desse pseudomovimento.
    Se eles tivessem produzindo, certamente não estariam aqui atrapalhando a vida do cidadão que precisa sair de casa para ganhar o pão de cada dia.
    Que medo é esse que provoca a inércia das autoridades.
    De quem esperar uma atitude?

  17. ANONIMO

    16 de junho de 2011 - 13:37 - 13:37
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    Se as reinvicações são justas,não é o que se discute,o fato é que as “lideranças” são fracas,não sabem conduzir as negociações,e por incompetencia,querem envolver tudo e todos,aí vira essa esculhambação que estamos vendo. Já é um caso de polícia,como já disseram anteriormente, só em Marabá mesmo…

  18. anonimo

    16 de junho de 2011 - 13:12 - 13:12
    Reply

    O amplo apoio e a sensibilização da sociedade, entidades e imprensa e prol aos movimentos sociais da reforma agrária perdeu-se com essa ação e pior, aumentou ainda mais a rejeição dos mesmos.
    Enquanto eles estavam pressionando o governo federal toda a sociedade e a imprensa culpava o governo, a partir do momento que o movimento interferiu a vida da sociedade em geral, começa os ataques generalizados.
    segundo infrmações divulgadas na imprensa, a vinda do presidente do incra foi positiva no sentido de anunciar a maior parte das reinvindicações da pauta do movimento. acho que esta manifestação é mais em função do julgamento do advogado da CPT no dia 20 de junho, conforme divulgaçao no jornal correio do tocantins.

  19. Hiroshi Bogéa

    16 de junho de 2011 - 12:29 - 12:29
    Reply

    Marcos Damião reafaz teu comentário. O blog não publica texto redigido todo com letra maiúscula.

  20. jocemar silva

    16 de junho de 2011 - 11:49 - 11:49
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    eu torço mesmo é para que essa turma resolva se deslocar para a tua residencia, hiroshy. Ah, como seria legal ve-los tomando pedaço da tua residencia, como aliás, vc defende nas ações deles. O que essa gente tá fazendo é uma pouca vergonha e vc acha uma beleza, como tens dito. Ah, como muitos iriam gostar de ve-los tomando tua casa, hiro… vc bem que merece!!!

  21. Virgilio Ribeiro

    16 de junho de 2011 - 11:17 - 11:17
    Reply

    Lendo Sun Tzu em a A arte da Guerra, recolhi a seguinte frase:
    1- “Numa região aberta, não tente bloquear o caminho do inimigo, Numa região de intersecção, dê a mão a seus aliados.”
    Pelo visto podem ser muito úteis para os lideres dos sem terras:

  22. Virgilio Ribeiro

    16 de junho de 2011 - 10:54 - 10:54
    Reply

    Caro Hiroshi,
    Realmente é lamentável a forma como essa liderança conduz esse movimento. Desde que voltei a Marabá tenho observado um desvio no movimento dos trabalhadores sem terra, a primeira vez foi quando fui fazer uma cobertura em Parauopebas quando eles bloquearam os trilhos da ferrovia Carajás, até ai tudo bem, mas senti o clima não de um grupo de um movimento social ordeiro, mas de um grupo quase que paramilitar que me deu medo de até fazer entrevista lá dentro daquele mato, a ameaça era velada e eles pareciam que eram o dono da verdade absoluta e por isso o comportamento arrogante não de um movimento social, mas de uma Milícia.
    Recentemente jornalistas foram agredidos numa manifestação sobre a ponte do Rio Tocantins, tudo isso sugere uma pergunta que não quer calar, o que eles querem? Reforma agrária ou criminalização do Movimento? Desejam mais uma curva do S ou querem melhorar as condições de infra-estrutura dos assentamentos?
    A grande maioria dos Marabaenses desejam o melhor para os movimentos sociais, pois assentados no campo colaboram muito mais com o nosso desenvolvimento que nas favelas e invasões aqui na cidade, queremos e desejamos agricultores dignos a homens marginalizados e humilhados presos no CRAMA, mas também queremos ser respeitados e conviver democraticamente.
    No mais, gostaria muito que essa liderança crie juízo e passe agir de maneira racional para poder ter resultados, caso contrario vão se isolar cada vez mais.

  23. Prof. Alan

    16 de junho de 2011 - 10:14 - 10:14
    Reply

    É a velha ideologia de que tudo é legítimo em nome do “bem maior”, até mesmo desrespeitar a Lei e prejudicar trabalhadores e estudantes.

    Acho incrível que alguém queira reivindicar seus direitos prejudicando e obstando os direitos dos outros.

  24. ANONIMO

    16 de junho de 2011 - 10:08 - 10:08
    Reply

    É muita cara de pau defender essa atitude maluca,inédita,que com certeza,só ocorre em Maraba;aonde ficam os direitos constitucionais das outras pessoas,que precisam tocar suas vidas,impedidas por uma briga entre os improdutivos do mst e os incompetentes do incra. E as autoridades constituidas desse municipio(Marabá) ? Todas escondidas,omissas com o rabinho entre as pernas ! Acreditar em quê, em quem ? SOCORRO !!! Estamos no fundo do poço ! SOCORRO !!

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