Hiroshi Bogéa On line

Sociedades transformadas: Paragominas tem a melhor qualidade de vida do Pará

Paragominas, exemplo a ser seguido

Modo geral, o eleitor brasileiro, principalmente o paraense, não conseguiu entender a real necessidade de fazer da escolha democrática de seus representantes, um momento verdadeiramente capaz de mudar sua vida e o dia a dia de sua comunidade – quase sempre votando equivocadamente.

Exercendo seu papel de definidor do futuro, em torno de um nome confiável e comprovadamente capaz de gerir o futuro de suas cidades, o cidadão terá, a partir do ano que vem, mais uma chance de melhorar sua vida, caso reflita cuidadosamente na hora de escolher o presidente, senador, governador e demais representantes.

É o conjunto de cidadãos que deve escolher o tipo de sociedade em que pretende viver, determinando os papéis das suas principais instituições e agentes.

Saber escolher, principalmente, quem colocar nos cargos de gestão de suas vidas nas cidades.

Quando o cidadão escolhe mal, padece anos e anos – atrasando o conjunto de transformações que almeja para sua comunidade.

Só para pegar alguns exemplos recentes, escândalos e denúncias de corrupção escancararam mais uma vez a falta de estrutura moral de alguns políticos paraenses.

O prefeito de Redenção, Carlo Iavé Furtado de Araújo (PMDB), teve seus bens  bloqueados em mais de R$ 1, 6 milhão, sob acusação de prática de improbidade administrativa.

O prefeito Adonei Aguiar (DEM), de Curionópolis, por suspeita de envolvimento em fraude de procedimentos licitatórios., foi afastado do cargo.

Acusado de gastos excessivos com combustível, fraudes em processos licitatórios e enriquecimento ilícito, o prefeito de São João do Araguaia, João Neto Alves Martins (PTB), está afastado do cargo, por decisão da Câmara Municipal.

Por último, Zé Martins, de Jacundá, também está sendo acusado de improbidade administrativa, em meio a uma comissão processante que a Câmara Municipal trabalha para levar adiante.

Isso, apenas para citar quatro exemplos, aqui perto da gente.

Por mais que façam tentativas, a cada quatro anos, buscando encontrar o nome ideal através do voto, em poucos meses tudo desaba: os carantonhas começam a mostrar o lado vil, metendo a mão no dinheiro público, e decepando o resto, diante da miserabilidade cotidiana

O blog vem mostrarndo situações onde o eleitorado conseguiu colocar pessoas certas nos lugares certos, fazendo valer a força do voto, para o bem de suas comunidades.

Mostramos exemplo de Sítio Novo do Tocantins, cidade de pouco mais de 10 mil habitantes, localizada no Estado do Tocantins, e que conseguiu avanços significativos nos últimos seis anos, graças a eleição de um prefeito que mudou a história do lugar.

Lago Verde, área de lazer d comunidade de Paragominas

No Pará, temos um exemplo  claro: Paragominas, município que avançou muito, graças a eleição de pessoas competentes e comprometidas com o planejamento do futuro.

Situado no Nordeste do Estado do Pará, com população em 2017 estimada de 110 mil habitantes,  Paragominas já esteve na lista negra do Ministério do Meio Ambiente dos municípios que mais desmatavam a Floresta Amazônica.

A lista funciona de modo similar as elaboradas por instituição de proteção ao crédito. Com o nome “sujo na praça”, os produtores e empresas locais tiveram seus produtos barrados e diversas restrições, incluindo a de crédito.

A imagem comercial dos produtos da região ficou abalada.

Até 2008, o município desmatava 30 mil hectares do bioma amazônico a cada ano.

Paragominas era a maior concentração de serrarias do mundo, com 403, a maioria ilegal.

A invasão de terras e a usurpação das posses, com pistoleiros de aluguel contratados para eliminar sindicalistas, padres, advogados e políticos, era rotina na cidade, apelidada de “Paragobalas”

À época, uma operação conjunta entre o Ibama e a Polícia Federal, quase levou o município a falência: diversas propriedades foram embargadas e multadas, serrarias tiveram que fechar as portas.

O saldo negativo foi da perda de dois mil postos de trabalhos.

Depois de uma sequência de escolhas felizes de seus eleitores, a cidade vem sendo governada por um grupo de políticos que pensa e planeja todos os passos do presente e futuro da região, sem esquecer períodos negros do passado.

Em 22 anos seguidos, Paragominas é um modelo de gestão.

Primeiro, a comunidade elege, em dois mandatos consecutivos, o empresário Sidney Rosa.

Ele começou a revolução no município.

Oito anos depois, foi a vez de Adnan Demachki ser escolhido para representar o grupo político do PSDB na disputa pela prefeitura.

Eleito, Adnan seguiu o planejamento de transformação do município implantado inicialmente por Sidney Rosa.

Com direito a reeleição quatro anos depois, Demachki ampliou as conquistas, consolidando Paragominas como  município modelo de administração.

Arena Verde, estádio de futebol de Paragominas

No seio do grupo que pensa a cidade, não vale priorizar projetos pessoais.

O coletivo é que pesa, na hora de tomada de decisões.

A escolha de Paulo Pombo Tocantins para disputar a sucessão de Adnan Demachki seguiu o processo natural de prioridades: consolidar Paragominas como o Município mais bem administrado do Estado, implantando políticas públicas de desenvolvimento com respeito à biodiversidade.

Paulinho Tocantins, como é conhecido, venceu a eleição e já está em seu segundo mandato, enquanto seus antecessores ocupam importantes cargos na política do Estado.

Sidney Rosa defende os interesses de Paragominas na Assembleia Legislativa, enquanto Adnan Demachki é um dos principais secretários de governo da gestão Simão Jatene.

Só para lembrar: distante 300 km de Belém, Paragominas surgiu  na década de 1960, às margens da rodovia Belém-Brasília.

A estrada trouxe o progresso, mas trouxe também uma história triste de desmatamento e ilegalidade.

O primeiro segmento econômico foi a pecuária com gado que vinha de Minas Gerais, Goiás, Bahia e outros estados.

Sempre existiu a agricultura de subsistência.

Junto com a lista suja veio a operação “Arco de Fogo”, do Ibama e da Polícia Federal, que multou e embargou diversas propriedades, fiscalizou e fechou serrarias.

A economia do município entrou em colapso.

Graças as políticas públicas implantadas nos últimos 20 anos, Paragominas hoje é considerado um ‘município verde’, título exibido com orgulho que contrasta com um passado de destruição.

Indústria de transformação cresce no município.

Ao longo dessas duas décadas, o município conseguiu baixar suas taxas de desmatamento para menos de quatro mil hectares, alcançando um dos critérios exigidos para sair da lista negra do Ministério do Meio Ambiente – e depois conseguiu 80% das propriedades do município no CAR, o “Cadastro Ambiental Rural”.

Em março de 2012, Paragominas se tornou o primeiro município da Amazônia a sair da lista do desmatamento, mas logo começou a perceber que se quisesse se manter fora dela precisava mudar seu jeito de produzir.

Nascia ali o “Pecuária Verde”, um projeto implantado com recursos provenientes de empresas privadas.

A ideia  do programa “Pecuária Verde”, trabalho realizado inicialmente em oito fazendas, é de que o novo modelo vire referência de política pública a ser implementada no município.

A expectativa é passar de meio boi por hectare para dois animais ou mais por hectare, o dobro da média nacional de um hectare.

Dentro do programa de adequação ambiental e agrícola nas propriedades, uma das grandes novidades é o que eles estão chamando de enriquecimento da reserva legal.

Áreas que antes eram consideradas intocáveis, hoje estão recebendo mudas de espécies nativas que podem ser exploradas no futuro.

As fazendas que participam do projeto piloto recebem toda a orientação para o plantio das espécies comerciais dentro da reserva legal.

Moderno Parque de Exposição

Um detalhe importante é que em áreas de floresta virgem, intocada, não se mexe. Só as reservas que já sofreram algum tipo de manejo no passado, as chamadas florestas secundárias, são enriquecidas.

Se por um lado, o produtor de Paragominas perde dinheiro e área com o reflorestamento, por outro, é incentivado a adotar tecnologias para melhorar o rendimento das pastagens e com isso ganhar mais em um espaço menor.

Os criadores de Paragominas sabem que ainda têm muito o que fazer, regularizar áreas, recuperar crédito, capacitar outros produtores, mas sabem que com todo esse trabalho encontraram finalmente um caminho certo.

O reflorestamento de áreas degradadas no passado hoje faz parte da cultura do investidor local.

Em centenas de propriedades, há trabalho de plantio de mudas de árvores nativas.

O plantio de pericá existe em grande  parte de imóveis rurais,  com estimativa de quase 80 milhões de árvores plantadas, usadas atualmente na indústria de móveis, atividade que se consolidou no município.

Os resíduos da fabricação do compensado e as pontas de madeira que não servem para a laminação vão para a fábrica de MDF, instalada em Paragominas.

A indústria instalada no município de Paragominas processa 500 toneladas por dia, metade com resíduos de paricá e metade com eucalipto.

Paragominas atualmente tem um novo polo industrial à base de madeira certificada – extraída segundo regras de baixo impacto ambiental –, desenvolveu o reflorestamento e a mineração mais sustentável e procura, agora, conquistar seu lugar ao sol com a “pecuária verde”.

Além de formar um pacto por desmatamento zero e produtos sustentáveis, a comunidade, estimulada pelos gestores públicos eleitos nos últimos 20 anos, firmou  compromissos com a limpeza pública, a saúde, a construção de centros esportivos, culturais e parques.

Urbanizada e limpa, sem papel nas calçadas, sem pedintes ou crianças nas ruas em horário escolar, Paragominas é a cidade com a melhor rede escolar do Norte do país, e, desde 2004, ostenta um índice de analfabetismo zero

Desde então, o município vem atraindo investimento e desbancando outros na arrecadação fiscal.

A qualidade de vida da cidade de Paragominas é elevada, em relação aos demais 144 municípios paraenses.

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