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Simão Jatene refuta “rombo” nas contas públicas do estado

Ex-governador Simão Jatene distribuiu nota à imprensa refutando informações disseminadas sobre as contas públicas do Estado do Pará, dois dias após a posse de Helder Barbalho, seu sucessor.

O próprio Helder, em entrevista a TV Tapajós, de Santarém, disse que “as contas públicas do Pará estão com severos problemas. O Estado vem num processo de degradação dos seus índices fiscais, tanto que nós éramos nota A e passamos a nota B . Estamos recebendo o Estado com cerca de R$ 1 bilhão de déficit”.

A nota de Simão Jatene, na íntegra:

 

Nota à imprensa

Todos sabem que o Pará, nos últimos anos, apresentou um claro equilíbrio nas suas contas. O que é comprovado não só pelas análises e avaliações feitas por várias instituições nacionais, autônomas e responsáveis, mas inclusive pelo pagamento absolutamente regular dos servidores e a ampliação dos serviços públicos.

Face à essa postura, no último quadriênio, o Estado conseguiu fazer uma expressiva poupança, para financiar emergências ou aumentar o nível de investimentos

Graças a isso, em 2018, mesmo sem o Governo Federal repassar o Fundo de Exportações, foi possível pagar o 13° salário e o salário de dezembro no próprio mês, além de aumentar espetacularmente os investimentos que nesse ano superaram 2,4 bilhões de reais.

Diga-se de passagem, maior valor investido que se tem notícia no Estado. Consequentemente, por uma opção deliberada, inclusive para contribuir com a redução da taxa de desemprego – que no último trimestre, segundo o IBGE, foi de 11,9% no Brasil, 11,5% na Amazônia e 10,9% no Pará – graças a poupança acumulada foi possível gastar em 2018 mais do que foi arrecadado. O que só por ignorância ou má-fé pode ser apresentado como “rombo” a ser pago.

Ao contrário, além de bem mais de R$ 100 milhões em caixa, o Estado dispõe hoje de mais de R$ 1 bilhão decorrente de operações de crédito para investir. Só para o BRT até Marituba, por exemplo, estão disponíveis mais de 500 milhões de reais. Essa é a verdade!

Simão Jatene

 

 

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6 Comentários

  1. Luis Sergio Anders Cavalcante

    7 de janeiro de 2019 - 16:13 - 16:13
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    Amigos comentaristas têm meu respeito por suas opiniões. Porém, desconheço a tal democracia da qual falam. Não a ví, nem sentí. Democracia plena nunca tivemos, talvez um princípio, diria até arremedo da cuja. Tivemos governos militares que durante décadas foram combatidos por esquerdistas de todos os naipes e cores. Até que conseguiram mudar, ou seria manipular ? a massa desinformada votante. Estabeleceu-se a propalada “democracia”. Mudou para melhor a vida dos “mais necessitados” ? Que eles próprios respondam…… Os militares – então no comando – tiveram suas regalias, diria com um pouco de discrição, embora, por todos sabida. Governos pós militares, ao ascenderem ao poder – constataram “in loco” que “o dinheiro era no balde”, para não citar recipientes com maior volume. Resolveram que partidos com maior e menor número de representantes seriam “quadrilhas” voltadas para subtração de dinheiro publico em varias formas. Os que são chamados de “colarinhos brancos”. Os que se auto intitulavam “perseguidos” brigaram entre sí e com aliados, Os podres estao vindo à público e não se sabe quando terminam. Oportunizaram assim, a volta dos militares ao poder. Simples assim. Democracia em nosso país ? Talvez para nossos bisnetos/tataranetos…….. Em 07.01.19.

    • Apinajé

      9 de janeiro de 2019 - 10:07 - 10:07
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      Esse é o mal Luis Sergio,democracia é uma palavra doce aos ouvidos,embora queiram nos fazer acreditar que esse seja a melhor forma de governo,pode até ser,desde que seus cidadãos sejam minimamente comprometidos com o País,por aqui, não é o caso,temos uma sociedade dividida em facções,torcidas ou coisa que o valha.
      Quando o povo do nosso estado conduz os Barbalhos “democraticamente” ao poder,fica claro(ao meu ver)que não se deve confiar no fácil discurso democrático…Penso que no nosso caso existam duas possibilidades de governo,por imposição (regime militar)ou manipulação (pós militar).
      Um povo que age como manadas de mamutes,cabe o primeiro regime,ao que age como um bando de micos amestrados,sobra o segundo regime…Quero dizer que, vivemos num vácuo social, cidadania é sinônimo de se ter direitos,esquecem-se que, antes temos deveres à se cumprir.
      O Mal do Brasil não é o político,nossos políticos,são muito bem preparados ,sabem muito bem o que querem,é o povo, que precisa melhorar.
      Feliz ano novo!

  2. Fábio Chaves Neto

    5 de janeiro de 2019 - 06:24 - 6:24
    Reply

    Delação do Jorge Luz( Qual o senador Barbalho disse não ser amigo) , foi homologada pelo Ministro Fachin do STF. Para quem não sabe, Jorge Luz(lobista), fez repasses milionários aos Barbalhos, esteve presente no casamento do Hélder Barbalho, como convidado especial, aliás, dizem que foi um dos padrinhos do casamento. Vêm BOMBA a caminho. À conferir!

  3. Elizeu

    3 de janeiro de 2019 - 22:50 - 22:50
    Reply

    Esse é filho do SENADOR,tem as manhãs de passar o sarrafo!

  4. Apinajé

    3 de janeiro de 2019 - 19:02 - 19:02
    Reply

    O Helder não tem moral para apontar o dedo pra ninguém.
    Se quiser legitimar suas acusações,deveria reunir seus familiares e diretores de suas empresas,pagar o que devem aos cofres públicos,são cerca de $252.000.000,00 isso mesmo! Duzentos e cinquenta e dois milhões de reais,dinheiro público nas mãos lisas dos barbalhos.

  5. Frederico Arruda

    3 de janeiro de 2019 - 14:39 - 14:39
    Reply

    Lamentável, que essa velha prática ainda não foi abolida quando do processo de sucessão, seja a nível Federal, Estaduais e municipais. Hélder, perde uma grande oportunidade na histórica democracia Brasileira, de deixar o retrovisor no passado. Faço, tbm de forma construtiva meu descontentamento adotado pelo Governador Jatene, em não passar a faixa, para seu sucessor. Sem dúvida manchou sua biografia, até pelo fato de ter sido único governador eleito democraticamente para três mandatos no Pará. Hélder, orienta sua equipe, é hora de olhar pra frente.
    Boa sorte, para você. Que os paraenses não se arrependam por terem lhe escolhido. Viva, a democracia.

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