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Seminário discute criação do  Parque de Ciência e Tecnologia em Marabá

Quem informa é a competente jornalista Kélia Santos:

 

Com o tema “Empreendedorismo Inovador e Educação Profissional: oportunidades para o desenvolvimento regional”, a 3ª edição do ciclo de seminários “Diálogos da Inovação” ocorreu nesta quarta-feira (26), em Marabá, na região sudeste, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), em parceria com o Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará.
Segundo o diretor de Ciência e Tecnologia da Sectet, Marco Antônio Lima, a partir deste evento o objetivo é criar “um grupo de trabalho para retomar o planejamento da instalação de um Parque de Ciência e Tecnologia (C&T) na cidade de Marabá, para atender a Região de Integração Carajás”.
Ele informou que para implantar o parque primeiro é preciso identificar parceiros potenciais, organizar uma rede de parcerias, elaborar um diagnóstico socioeconômico e ambiental da região, definir as atividades econômicas prioritárias a serem apoiadas pelo parque, fazer o planejamento físico e financeiro e buscar recursos.
Para Caetano Reis, coordenador de Desenvolvimento Econômico do Centro Regional de Governo do Sudeste, também integrante do Conselho de Jovens Empresários de Marabá, o cenário atual é favorável para a implantação do PC&T na região. “O parque da nossa região chegará para integrar incubadoras e aumentar o fomento para as nossas cadeias produtivas, nos setores mineral, agropecuário, comércio e de serviços. Por exemplo, usar a tecnologia para a área da engenharia da mineração, verticalizando nosso minério de ferro. No agro não é diferente, promovendo o melhoramento genético do gado e de sementes; no setor do comércio, com a criação de aplicativos para melhorar a vida das empresas e das pessoas”, ressaltou.
Qualificação – O diretor de Educação Profissional e Tecnológica da Sectet, Luís Blasques, ministrou palestra sobre o Programa Pará Profissional, informando que as mais de 4 mil pessoas qualificadas pelo programa receberam educação profissional em cursos definidos pela sociedade.
“Em Marabá, a gente vem articulando as necessidades locais com a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Mineração. A gente faz o mapeamento de demandas, pactua ofertas de cursos com determinados ofertantes, como o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), e leva os cursos demandados pela sociedade, que farão diferença na região”, acrescentou.
Oportunidades – “As Potencialidades Econômicas e Oportunidades de Negócios para o Setor Produtivo Local” foi o tema abordado pelo secretário de Indústria, Comércio e Mineração de Marabá, Ricardo Pugliese. Segundo ele, o município tem mais de 11 mil empresas, das quais 5.500 são de microempreendedores individuais (MEIs), e o restante de pequenas, médias e grandes empresas.
O secretário disse que no mês passado foi assinado o convênio de compromisso entre a prefeitura de Marabá e o governo do Estado, por meio da Sectet, para a implementação do Programa Pará Profissional n município, e já foram lançados seis cursos, em áreas como gráfica e moveleira, com uma grande procura.
Também houve palestras do reitor Maurílio Monteiro, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), sobre o papel das instituições de ciência e tecnologia no desenvolvimento local, e do diretor-presidente da Fundação Guamá, Antônio Abelém, sobre empreendedorismo inovador proporcionado pelo Parque de Ciência e Tecnologia (PCT Guamá), implantado no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém.
Empreendedorismo inovador – Antônio Abelém frisou que para um parque tecnológico funcionar bem é preciso firmar parceria com as universidades, o setor empresarial e toda a sociedade. “Um parque tecnológico tem a capacidade de mudar seu entorno e depois a região onde atua. O PCT Guamá tem conseguido estimular o empreendedorismo inovador na Grande Belém. Estamos com o segundo prédio pronto, com média de 16 empresas instaladas e outras 16 que são empreendedores no espaço de co-working. Conseguimos construir um programa de criação e desenvolvimento empresarial que tem condições de atender empreendedores nos diferentes tipos de maturidade. O parque acaba atuando como catalisador, provocando outros parceiros e estimulando o desenvolvimento”, concluiu.
O ciclo de palestras sobre inovação tecnológica agradou ao estudante de Artes Visuais da Unifesspa, Luca Eduardo Lima. “Essa questão de inovação na ciência e tecnologia eu aplico no meu próprio curso. Achei muito interessante o evento porque, agora, consigo ver quais são os caminhos necessários para trazer essa inovação para Marabá. Eu estava tentando desenvolver um evento relacionado à robótica e games e, com essa explicação, eu consegui entender melhor como é que eu posso me relacionar com outras empresas e instituições”, disse o universitário.

Texto:
Kelia Santos

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