Hiroshi Bogéa On line

Nem a gestão desastrosa do prefeito Milési inibe a aprovação do serviço de Saúde de Itupiranga

Semana passada, o blogueiro esteve em Itupiranga levantando informações sobre a repercussão da liberação, pelo Ibama,  do EIA-Rima para a derrocagem do pedral do Lourenção, cuja extensão fica no território do vizinho município.

Conversando com a população deu para medir o mau humor do itupiranguense com a gestão do prefeito José Milesi (MDB).

O mandatário municipal está de mal a pior.

Usando um termo técnico da medicina: gestão em estado terminal, na metade de seu mandato.

Entre os comerciantes e prestadores de serviços, então, a insatisfação é geral.

Fornecedores da prefeitura não conseguem receber vendas e serviços que fizeram em 2018 ao governo municipal.

A inadimplência é geral.

No entanto, nem tudo está perdido na administração municipal.

Uma área, aquela considerada a mais  grave em quase todos os municípios brasileiros, está muito bem avaliada pela população.

Trata-se da gestão da saúde pública.

“Depois que a atual secretária assumiu o cargo tudo melhorou; ela já conseguiu até equipar o hospital municipal”, elogia Josué Ribeiro Fraga, desempregado, que recentemente esteve no Hospital Municipal Infantil da cidade, visitando uma cunhada que deu à luz.

Esposa de Josué, a comerciária Maria Rita também enumera as conquistas na área de saúde de Itupiranga.

“O problema maior aqui é a ausência de qualquer esforço dos prefeitos para melhorarem a saúde do povo. Essa moça que assumiu a Saúde de nossa cidade é muito esforçada, trabalha muito e está conseguindo melhorar muita coisa, principalmente no Hospital Municipal, graças a Deus”, conta.

Josué e esposa Maria Rita, com a filha ao meio.

 

Mais adiante, sentados na calçada de uma residência, duas senhoras têm a conversa de vizinhas interrompida pela curiosidade do repórter, ao pedir-lhes informações sobre a situação do atendimento público à Saúde local.

Dona Rose Teixeira, a mais idosa, não titubeia, ao dar sua opinião.

– Antes da dona Leia (como muitos tratam a secretária) assumir a secretaria, a Saúde aqui era uma desgraça. De uns tempos pra cá, tudo está mudando, o atendimento melhorou muito”.

Ao seu lado, Helena de Jesus vai na mesma balada:

– É verdade, se não fosse a Leia tudo continuava como antes, péssimo atendimento. Se o senhor for no Hospital Materno Infantil vai ver como nossa cidade está bem servida na área de saúde”, sugere a entrevistada.

Dona Rose e Helena: elogios ao trabalho na secretaria.

Diante da escassez de informações positivas  sobre a qualidade dos serviços ofertados no país na área de saúde, principalmente em cidades de médio e pequeno portes, causa surpresa a avaliação positiva de uma secretaria de Saúde no interior do país, principalmente em um município onde o prefeito tem índices de rejeição altíssimos, caso de Itupiranga.

“Essa moça” (conforme expressão usada pelo entrevistado Josué) que toca a secretaria de Saúde do vizinho município chama-se  Gilceleia Chaves, titular da secretaria desde o início de 2018, ao substituir o segundo titular da pasta, em apenas um ano de gestão do atual prefeito José Milési.

Ela não se encontrava em Itupiranga por ocasião da visita do repórter a cidade.

“A secretária foi para Marabá, só volta no final do dia: está tratando de assuntos de interesse de Itupiranga”, explicou  uma servidora da secretaria de Saúde.

Numa rápida visita ao Hospital Materno Infantil, com intuito de matar curiosidade diante dos elogios de populares de Itupiranga, dá para perceber a qualidade de manutenção do prédio, novos equipamentos disponibilizados em diversos setores do hospital, e o atendimento fluindo com rapidez.

Foi possível constatar, no exato momento da visita do repórter ao HMI, a chegada de novos equipamentos, conforme mostram as fotos feitas discretamente.

Centrífuga para Lavanderia sendo desencaixotada no HMI.

Alguns servidores consultados se negaram a dar entrevistas.

“Não posso dar entrevista, acho melhor o senhor procurar a secretária Marcelia”, sugeriu uma funcionária.

Até fotografias, educadamente pediram ao repórter que não as fizessem,embora algumas imagens tenham sido registradas pela habilidade do blogueiro.

Desfibrilador em fase de montagem.
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