Hiroshi Bogéa On line

Floresta destruída no antigo Colégio Santa Terezinha: crime ambiental endossado pela prefeitura

Com autorização da prefeitura de Marabá, o desmatamento da área verde que cercava área do antigo Colégio Santa Terezinha é mais um crime ambiental perpetrado às margens do rio Itacaiúnas.

Ribanceira do rio, dos dois lados da área urbana de Marabá, virou cenário preferencial dos derrubadores de mata, maioria identificada como pequenos construtores de unidades habitacionais.

Agora, a área  que durante mais de oitenta anos serviu como centro educacional de gerações de marabaenses,  deverá ter no lugar da tradicional escola das irmãs dominicanas um condomínio de luxo.

Pelo menos é essa a informação que o blog colheu junto a servidor da prefeitura que tomou conhecimento da liberação de alvará para a destruição da floresta – conforme noticiado aqui neste espaço.

O antigo proprietário Epaminondas de Souza Chaves, engenheiro civil que adquiriu o colégio da fundação religiosa, teria vendido a área a outro empresário.

A intenção do empreendedor é dar início imediato à construção das unidades habitacionais.

Caso se confirme a edificação do condomínio, será mais um endossado pela prefeitura para construção às margens do rio Itacaiúnas.

O primeiro  condomínio surgiu à margem do  rio, lado esquerdo de quem cruza a ponte sobre o Itacaiúnas, sentido aeroporto – depois de sacramentada a destruição de larga área vegetal formada po0r mata ciliar.

Ali edificou-se o condomínio Green Village, de propriedade do engenheiro Roberto Fonseca.

Depois de devastar a floresta existente às margens do rio, o rapaz revelou sua vocação feroz para colocar ao chão tudo o que pode produzir dinheiro, tentando grilar um documento de outra área existente ao lado do condomínio.

Mais precisamente parte da “Chácara do Bispo”, assim denominado o imóvel de propriedade da Prelazia de Marabá.

Isso ocorreu em 2011, num dos maiores escândalos de tentativa de grilagem, combatida pelo blogueiro.

Agora, mais uma vez às margens do rio Itacaiúnas sofrem os efeitos danosos da ganância de empreendedores, que usam como justificativa para  consumar sangrias ambientais, explicações do tipo  “Marabá não deve ter seu desenvolvimento (sic) travado pelo saudosismo de marabaenses românticos” – conforme expressou um defensor da devastação da mata antigo do Colégio Santa Terezinha.

O desmatamento é um dos mais graves problemas ambientais da atualidade, pois além de devastar  florestas e os recursos naturais, compromete o equilíbrio do planeta em seus diversos elementos, incluindo os ecossistemas, afetando gravemente também a economia e a sociedade.

Dessa forma, toda vez que uma área florestal é removida, temos aí uma prática de desmatamento, que também pode ser chamado de “desflorestamento”.

Com o incremento da urbanização no município, a prefeitura de Marabá tem a obrigação de manter fiscalização intensa para impedir a devastação de  áreas localizadas às margens dos rios Tocantins e Itacaiúnas – pelo menos nesses pontos, já que evitar a destruição da mata ciliar às margens dos igarapés afluentes dos dois rios, isso é impossível.

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1 Comentário

  1. francisco

    6 de Março de 2017 - 17:10
    Reply

    rOutro dia passava e olhava pro Itacaiunas e comentava com minha esposa ” como o rio estar lindo”, mas tambem avisei logo logo essa mata ciliar vai estar toda no chao, pois quem foi eleito por nós para impedir que tal brutalidade aconteça nao fazem nada…. Absurdo tudo isso…

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