Hiroshi Bogéa On line

Conflitos agrários crescem 16,4%, no Pará, em número de mortes

Os números da violência no campo cresceram exorbitantemente, segundo dados de documentos divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Conselho Indigenista Missionário (Cimi), nesta sexta feira (30).

O lançamento dos relatórios de violência no campo e o contra os povos indígenas no Brasil ocorreu na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

De acordo com os arquivos, em 2017 foi registrado o total de 71 assassinatos no campo, o maior desde 2003, que registrou 73.

Esse resultado foi 16,4% maior que o ano anterior, que registrou 61 mortes, e o dobro de 2014 – 36 vítimas. O resultado corresponde a um assassinato a cada 20 conflitos.

Em número de conflitos agrários, em 2017, foi constatado o total de 1.431, 6,8% menor que em 2016 (1.536).

No relatório do Cimi, os resultados foram analisados de acordo com as seguintes categorias: omissão do poder público, violência contra pessoa e ao patrimônio (invasão de terras dos índios), povos indígenas livres no que se refere às ameaças e pessoas que vivem em terras que ainda não foram demarcadas.

Segundo o padre e assessor da CPT, Paulo Silva, “o Pará tem registrado recorde de conflitos pela posse de terra, assassinatos, ameaças de morte e trabalho escravo. O relatório é um instrumento de coleta da CPT para revelar os números dos conflitos agrários ocorridos no território paraense. É feito pela igreja, mas é para a sociedade toda”, finalizou.

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